16/08/2016 às 17:06
Espelhos quebrados?

E ela tinha olhos de cigana
Era oblíqua e dissimulada
Amada
Despertava paixão
Ódio
Excitação!
Seus olhos eram doces?
Eu tinha receio, confesso.
Como num recreio
Que logo iria acabar
E depois?
Nocaute.
Tanto faz!
Interpretação, imaginação e crença
Pavor
Medo do medo
E lembro-me da boca molhada
Vermelha rosada
Cheiro cítrico, marcante...
Protetora!
Mas não impedia a dor excruciante
Um sentimento tríade...
Três mulheres numa...
Uma comandava as estações de justiça!
Outra a sorte e o banquete!
E por fim, a cobiça e a morte!
Eu fui açoitado
Crucificado
Martirizado
Morto e sepultado...
Num sacrifício expiatório
Nasci menino e ingênuo
O mundo me fez chorar e vagar
Hoje sou louco
Louco pleno
Completamente louco
E minha paixão se foi
Com a imagem do espelho
Em fragmentos pra sempre!
Sempre.
Como um beijo roubado...
E o crime ficou dentro do espelho...
Não, ele não pode ser absorvido...
Fábio dos Santos Júnior

 

 


 

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