11/06/2012 às 17:06
O inconveniente do Mi Maior

Não vou bater na tecla da insensibilidade feminina.
Algumas pessoas podem começar a desconfiar que eu tenho problemas com figuras maternais, e afins.
NÃO. Eu não tenho.
Na verdade já começo a achar que eu que sou um baita de um azarado.
Já escrevi sobre a história do dia em que tentei fazer como nos filmes, e tudo deu errado.
Mas tudo bem, essa vez eu ri e tudo mais. Só que, infelizmente, já desci mais nesse poço.
Muitos degraus abaixo de um presentinho idiota, eu fui.
Amigos, cabisbaixo por tanta vergonha, admito: fiz uma MÚSICA.
Uma baladinha simples, em Mi maior.
Escrevi meia dúzia de versos tortos e mal rimados. Bolei uma melodia extremamente cretina e previsível, e compus o que, dias depois, seria um divisor de águas na forma como eu vejo as mulheres.
Achei demais o que eu havia feito. Tinha certeza que, depois de algumas tentativas falhas, dessa vez eu teria sucesso com ela.
Por que, cara. Eu fiz uma música.
Uma MÚSICA.
Dessas de tocar no rádio e tudo.
De embalar casais apaixonados no balanço do quintal.
De fazer as pessoas fecharem os olhos e se imaginarem na história.
Uma música pra ela contar para todas as suas amigas e deixá-las com aqueles olhos de asterisco, e inundadas de ciúmes.
Só que, como nos últimos jogos do Grêmio, nada aconteceu como o previsto.
Em um sábado de acampamento, com um violão na mão e ela em outra, fui para um canto sossegado.
- Tenho uma surpresa para ti.
Ela sorriu, e sentou em um toco de árvore ali pelos arredores. Eu já havia premeditado um banco, me acomodei, e fiz ressoar aquele mi maior.

Abri meu peito – literal e metaforicamente.
Mas o que veio depois seria um bom motivo pra não fazê-lo.
Nunca mais…

Graduado em Biomedicina, com habilitação em Patologia Clinica. Plantonista no Hospital de Caridade de São Luiz Gonzaga. Editor e dono do blog Madruguei Desatinado (www.madrugueidesatinado.blogspot.com).

Email: gunthersott@hotmail.com

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