06/10/2011 às 17:14
Comer-Dormir-Defecar

Há uma pergunta que sempre fica quando pessoas como o Steve Jobs morrem: “Como ele fez?”
Existe uma linha tênue que separa os meros vivedores, das pessoas que fazem. E é complicado escrever sobre isso, pois é um turbilhão de coisas que passam por nossas cabeças sem ordem nenhuma. É como aquela criança apaixonada por música que ganha o seu primeiro violão, e não sabendo tocar, toca todas as cordas juntas. O som sai feio. Sem ordem.

Como as pessoas sabem, eu não uso esse espaço aqui para expor minhas opiniões pessoais e diretas sobre nada. É tudo uma mistura de momento, com histórias inventadas ou vividas, e coisas que dão sentido nisso.

Tento fazer vocês rirem, e pensar, mas me mantendo alheio a tudo. Mais como um observador, do que um instigador.

Eu acho que estou escrevendo isso agora devido a uma série de fatores que vem acontecendo, e que vem, de certa forma, me moldando nos últimos tempos, e que teve o ápice agora, vendo a repercussão que a morte do Steve Jobs causou no mundo.
As pessoas choram, ou lamentam, sentadas em seus sofás.

Todo santo dia eu acordo e me pergunto : “Como eu vou fazer para me sobressair entre 6 bilhões de pessoas?”

O mal da humanidade é se comparar com o outro, como se existisse só uma receita para o sucesso.
Então, você não tendo um ingrediente listado na receita, acha que é impossível alcançar.

As pessoas querem ser reconhecidas como as coitadas, pois é tão mais cômodo apontar o que lhe faltou para dar certo, do que buscar alternativas para suprir essa falta.

E dentre todas as comparações humanas possíveis, a que mais me aflige é a comparação de idéias.
E eu posso dar um exemplo que todos já viveram: quem nunca fez uma coisa sem ninguém lhe ensinar, e se considerou genial por algum tempo, e logo depois descobriu que outras pessoas também fizeram aquilo do mesmo jeito?
É tão frustrante se achar apenas mais um.

É a mesma coisa agora.
Quantas pessoas no mundo já se sentiram como eu me sinto agora? E em quantas pessoas esse pensamento surtiu efeito, a ponto de mudar suas vidas?

Será que Mark Zukerberg, Steve Jobs, Bill Gates, Einstein, Santos Dumont, e tantas outras pessoas notáveis do mundo, que conseguiram mudar a forma de todos os “viventes” que comem – dormem – defecam vivem, também eram instigados assim?

Coisa igual acontece quando recebemos elogios, de como somos inteligentes, ou brilhantes.
Eu, por exemplo, nunca consegui aceitar bem isso. Eu nunca fui outra pessoa, para poder comparar se eu posso ser mais esperto que ela ou não.
Quantos de vocês também se identificam com isso tudo que eu escrevi aqui, ou a partir de agora também pensarão assim?

É difícil dizer, tão quão difícil é saber se estamos indo pelo caminho certo.

Como eu falei no inicio, esse é um texto confuso, pois é muita coisa na cabeça e falta de capacidade para alinhá-las.

Quem sabe um dia, se eu conseguir por tudo isso em ordem, as coisas fiquem mais claras.

Mas enquanto isso eu vou comendo, dormindo e defecando.
Com o diferencial de saber que não é isso que eu quero para o resto da minha vida.

E você? O que fará para se destacar, dentre seis bilhões? 

Graduado em Biomedicina, com habilitação em Patologia Clinica. Plantonista no Hospital de Caridade de São Luiz Gonzaga. Editor e dono do blog Madruguei Desatinado (www.madrugueidesatinado.blogspot.com).

Email: gunthersott@hotmail.com

Comentários

Nenhum Comentário. Deixe o seu comentário!

Mais posts de Günther de Menezes Sott