06/06/2017 às 15:03
Perguntas oportunas

A ocorrência dos últimos acontecimentos políticos no Brasil e o verdadeiro “festival” de incoerências que coroa esses momentos nos sugerem formular algumas perguntas, sem necessariamente esperar respostas conclusivas, pois tudo se sobrepõe em vertiginosa velocidade. Mas vamos lá! Perguntar, afinal, é um direito que nos assiste.
Em primeiro lugar, vale perguntar se os partidos que têm filiados e lideranças envolvidos em corrupção acreditam mesmo que somente são verdadeiras as acusações que atingem partidos adversários? Será?
Chegamos ao ponto de ver partidos fazendo de conta que não sabem o que ocorreu e, em alguns casos, até promoverem ou homenagearem figuras envolvidas em casos de polícia. Nunca se viu tanta gente envolvida nesse conluio sinistro entre partidos, políticos e grandes empresas, as maiores do País. E aí aparecem ex-presidentes da República, ex-candidatos a presidente, e o atual presidente, além de senadores e deputados.
Quem imaginaria uma situação parecida nos tempos de Borges de Medeiros que governou o Rio Grande do Sul durante 25 anos e saiu do governo mais pobre do que quando entrou? Ou de Getúlio Vargas, que esteve na presidência da República durante 19 anos? Quando Getúlio entrou para a presidência, possuía as fazendas Itu e Espinilho e metade da Santos Reis. Pelo que se sabe, quando voltou à planície, tinha apenas a Itu; enquanto Borges, ao deixar o governo, encontrou a sua fazenda totalmente despovoada.
Hoje, ao contrário, o que se percebe é que muitos que entram pobres na política, rapidinho viram ricos, com contas no exterior, nos paraísos fiscais, bebem os melhores vinhos e uísques, compram joias e apartamentos de luxo... E nem se sabe como esses milagres acontecem.
Mas vamos a mais uma pergunta: O que pensam os leitores sobre os partidos que não expulsam seus filiados envolvidos em corrupção? Será que não deveriam ter seus registros cassados?
São apenas curiosidades. Afinal, perguntar não ofende...
 

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