12/06/2017 às 16:06
Que fazer?

Entendo procedente o título acima, tendo em vista os últimos acontecimentos da política nacional. Embora ainda impactado pelos recentes movimentos e notícias que chegam de Brasília, vou tentar analisar o resultado dessa verdadeira frustração nacional que se abateu sobre o povo brasileiro nas últimas horas.
O poder judiciário, que até então representava uma esperança de seriedade e dignidade, com essa decisão do TSE na votação da cassação da chapa Dilma/Temer, caiu na vala comum dos demais poderes tão desacreditados.
Porém, é preciso prestar atenção em alguns detalhes e render as merecidas homenagens àqueles que efetivamente tenham esse mérito quando se diferenciam no grupo. Por isso, convido os leitores a prestarem atenção à frase do ministro Herman Benjamin: “Como Juiz, nego-me a ser coveiro da prova viva. Posso até participar do velório, mas não pegarei a alça do caixão”. E ainda em relação à desconsideração do enorme volume de provas, considero também interessante a fala desse mesmo ministro quando afirma que “Só os índios não contatados da Amazônia não sabiam que a Odebrecht havia feito colaboração”. Esse ministro já entrou para a história.
Enquanto isso, o ministro Gilmar Mendes, do alto de sua “modéstia às favas”, não somente procurava centralizar as atenções, como também alegou que “não se pode ficar trocando de presidente todos os dias”. Simples assim. Mesmo com todo o volume de provas, depoimentos, testemunhos... Imaginem se a moda pega! O ladrão que já foi preso não poderá ser preso de novo, por exemplo. Afinal, não se pode ficar prendendo ladrões todos os dias...
Quanto aos outros três ministros que votaram contra a cassação, patrocinaram verdadeira ginástica jurídica para justificarem seus votos contrários ao do relator. Enfim, comprometidos que são com o atual governo, não tiveram estatura para reconhecer o óbvio: as provas. E assim, estarrecido, o povo tem de conviver com mais essa situação.
Vejam que péssimo exemplo oferece o ministro presidente desse tribunal. O que se pode esperar no futuro do país com os exemplos como esse que chegam do alto? Não bastasse o voto estapafúrdio desse presidente vaidoso e centralizador, ele ainda confirma sua posição e, nas entrevistas, afirma que nem sempre o juiz tem de agradar o povo e a mídia. E vai mais longe: diz que não cabe ao judiciário resolver problemas políticos do País. Essa decisão do STE continua, assim, atravessada na garganta dos brasileiros. É preciso, porém, decidir rapidamente sobre o que fazer.
 

Comentários

Nenhum Comentário. Deixe o seu comentário!

Mais posts de Jauri Gomes de Oliveira