16/08/2017 às 09:08
Ser Pai

Jauri Gomes de Oliveira – Deputado Emérito

 Como se faz em todo segundo domingo de agosto, neste que passou também se marcou no calendário a passagem do Dia dos Pais. Por essa razão, fiquei a meditar sobre essa condição: ser pai. Ser pai não é apenas pôr filhos no mundo. Particularmente, fui pai pela primeira vez aos dezenove anos e no que penso ter sido a última, aos setenta e um. 

Minha primeira filha é psicóloga e o mais novo tem quatorze anos e cursa o primeiro grau. Hoje tenho cinco filhos: Cleuza Maria, João Carlos, Sílvia, Thainara e Gabriel. Sofri a dor de perder filhos ainda jovens e creio que essa é uma das mais difíceis situações que se pode experimentar, já que a lógica seria sempre morrerem primeiro os mais velhos. Mas essa é a nossa lógica. Que às vezes, se inverte. Quando se trata de perder avós e pais, parece ser mais fácil a aceitação do fato. Dói, e muito, mas parece que a gente entende melhor a situação, mas quando ela se inverte há muito mais dificuldade de aceitação e é muito duro se conformar com a perda de filhos e netos.
      Conseguimos avaliar melhor nossos pais quando temos filhos que acompanhamos desde o berço, ajudando a mãe. Em minha ótica, as mães em geral conseguem ser mais dedicadas que os pais. Tive filhos fora do casamento os quais assumi, enfrentando o que costuma acontecer nesses casos. Mas, pior que enfrentar os julgamentos, pior que ouvir condenações por isso, seria ver ignorada uma pequenina parte de nós, apenas para satisfazer opiniões divergentes.
      Meus filhos são lembrados por mim diariamente em minhas orações. Sinto-me feliz com o sucesso de cada um e preocupado quando enfrentam problemas. Não costumo exteriorizar sentimentos por uma questão muito pessoal, e acredito que, calado, a gente pode saber mais quando há problemas. Cada um com seu jeito de ser e de amar. E esse é o meu jeito de amá-los infinitamente.
 

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