22/08/2017 às 16:47
Parlamentarismo

O Presidente da República admitiu emenda instituindo de novo o parlamentarismo no Brasil. Esse filme, aliás, nós já vimos e, daquela vez, era para suprimir poderes de Jango, o vice de Jânio, que renunciara ao mandato.
Parece que desta vez o bicho-papão para os governantes não é mais o fazendeiro “comunista”, mas outro dito comunista em cujo governo os banqueiros e empreiteiras viveram no paraíso, pois foram incensados ao extremo. Será mesmo que essa gente acha que o povo não enxerga que o que querem mesmo é permanecer no poder e manter as benesses de que gozam ou até avançar para maiores benefícios pessoais?
Quando a ex-presidente Dilma Rousseff recebia menos de um dígito de aprovação em pesquisas de opinião, esse foi um dos argumentos para a votação do impeachment dela. Agora, porém, quando os índices de aprovação de Temer são ainda menores que aqueles, os defensores desse presidente se fazem de surdos-cegos a respeito desse tema.
Por outro lado, Lula, que já faz campanha antecipada e escancarada a mais de um ano do pleito e aproveita cada minuto antes do julgamento do recurso no TRF4, vem se saindo muito bem na pesquisa de primeiro turno, o que não acontece, porém, no segundo turno. Penso que o perigo se Lula vencer é o incremento da corrupção e da mistura do que é particular com o que é público. Mas daí a chamá-lo de comunista é abusar da paciência dos brasileiros e considerá-los ignorantes e mal informados.
Se houver eleições, haverá debates públicos, e o eleitorado terá oportunidade de avaliar o que os candidatos disserem no cara a cara e olho no olho. E aí, então, acatar o que decidirem aqueles que pagam a conta. Que já está cara demais. E como pagamos! Na marra de novo, não querem militar no governo. Disputem no voto, que ainda é a melhor maneira e seguramente a mais honesta de se elegerem.
 

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