05/09/2017 às 16:35
É preciso falar sobre São Luiz GonzagaDesta vez, vou ocupar esta coluna para falar de assuntos ligados ao nosso município. Embora o atual prefeito tenha sido um dos mais duros críticos de minhas administrações na Prefeitura, vou começar dizendo que vi al

Desta vez, vou ocupar esta coluna para falar de assuntos ligados ao nosso município. Embora o atual prefeito tenha sido um dos mais duros críticos de minhas administrações na Prefeitura, vou começar dizendo que vi algumas providências rápidas para conserto das vias públicas. As ruas das vilas foram muitas danificadas pelo efeito das chuvaradas, e algumas delas há muito tempo não recebiam nenhum tipo de conserto ou reparos (mesmo leves).
Entretanto, não posso deixar de registrar o abandono forte de áreas importantes para o desenvolvimento urbano tais como Parque Centenário (apropriado para lazer e esportes), Área Industrial (com forte possibilidade de colaborar com a transformação econômica do município), Estádio Municipal (adequado ao desenvolvimento do esporte local). Esses logradouros estão, porém, a esperar por uma ação mais efetiva da administração pública.
Por outro lado e, felizmente, o Materno-infantil está a funcionar. É muito atendimento envolvido e é ótimo que funcione bem. Quero, ao mesmo tempo, registrar que, desde que deixei a administração, tenho assistido a desmontes de obras aqui e acolá. Com o fim da fábrica de tubos, do pomar público, da horta municipal, do projeto cabras leiteiras, etc., lá se vai boa parte da energia e do ideal de uma administração voltada ao interesse da população mais carente.
Assisti também ao desmonte da SAI – Sociedade de Amparo à Infância –, entidade que se doou inteiramente ao atendimento das crianças filhas de famílias pobres. Com a extinção da SAI, e troca do nome de creches para “Escolas de Educação Infantil” se perdeu parte das referências de um trabalho que deu certo. Perdeu-se também a referência do nome de uma das primeiras colaboradoras na troca do nome de uma dessas escolas. Do popular “Tia Negrinha”, alterado para “EMEI Inácia Gomes Caldas”, alterou-se não só o nome, mas o desejo da própria doadora da casa e terreno daquela creche que sempre quis ser conhecida pela alcunha com que era mencionada desde sempre, a Tia Negrinha.
Penso que esta manifestação não é apenas uma crítica vazia, mas um alerta de colaboração sobre, por exemplo, as cercas do Parque Centenário, espaço nobre do município; sobre a inutilização da placa metálica de indicação da Área Industrial, outro espaço nobre. Circulando por esses locais, fiz algumas fotos que hoje pertencem a meu acervo pessoal e senti certa tristeza pelo abandono que testemunhei. É muito vandalismo.
Não desconheço que algumas medidas positivas estão sendo adotadas. Por enquanto não vou entrar em detalhes e trago estas informações e preocupações apenas como forma de alerta. Sei, por experiência por três vezes repetida, que um prefeito não pode enxergar tudo que acontece na zona urbana ou rural do município. E, se o dirigente ficar muito tempo no gabinete, é pior ainda. Assim ficam as dicas!
 

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