06/11/2017 às 15:36
Propaganda antecipada

Jauri Gomes de Oliveira – Deputado Emérito

Certa vez, e ainda nem era candidato, fui multado pela justiça eleitoral por comentário feito numa emissora de rádio local. E olhem que o comentário foi apenas tangencial, nada que indicasse candidatura minha. Era apenas uma referência às paradas de ônibus que haviam sido instaladas. Achei injusta a multa. Doeu, mas paguei o valor que me foi imposto, embora continue inconformado com aquela imposição.
Agora vejo que dois pré-candidatos à presidência da República – Lula e Bolsonaro – percorrem o País em escancarada propaganda de suas possíveis candidaturas. E aí, me pergunto: Esses podem? Por que há uma justiça diferente para casos semelhantes? Recentemente, apareceu algum comentário esporádico a respeito dos dois presidenciáveis em referência, mas faz tempo que isso vem ocorrendo.
É revoltante constatar a diferença de trato entre pequenos e grandes, basta acompanhar o que acontece nos altos escalões da política nacional quando levam um tempo para resolver sobre denúncias de milhões na corrupção. É recurso daqui e dali, competências que se contestam aqui e acolá enquanto o tempo passa. Se é um pobre coitado, é preso, recebe bofetadas no ouvido ou um coice na bunda e o cara fica chocando no xadrez por um tempo que ninguém vê e que o torna até invisível. Até que consiga fugir e se tornar reincidente, numa escala sempre ascendente no crime. Um cara desses dificilmente se regenera, porque cadeia não corrige ninguém, salvo em pouquíssimos casos que são as exceções.
Mas no caso da propaganda política antecipada, vou esperar para ver o que acontecerá com essas figuras para estudar a possibilidade de pedir a devolução – com juros e correção monetária – daquilo que paguei, presumo agora, indevidamente, isto é, injustamente.
 

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