30/01/2018 às 11:11
Justiça, mesmo que demore

Jauri Gomes de Oliveira – Deputado Emérito

O ano de 2018 se iniciou com efervescência, e principalmente na área política, com condenação de acusados por corrupção. A mais movimentada foi a do ex-presidente Lula, que teve sua condenação a nove anos, na primeira entrância, aumentando para doze anos. A justiça está agindo, mas, para o leigo, o que dificultou entender porque tão grande diferença entre uns e outros julgamentos que, em alguns casos, chega a quase duzentos anos.
Há quem diga que Lula fez muito na área social, e que Maluf também se destacou como administrador. Parece que isso é verdade, então devem ser aplaudidos pelo que fizeram de bom, mas isso não deve impedir que paguem pelo que fizeram de errado. Mas é inegável que o poder judiciário está agindo de forma diferente dos regimes militares quando os julgamentos e/ou condenações não permitiam acesso à imprensa e os condenados não tinham direito a recursos.
Pela primeira vez, se vê condenação de “gente grande”, dos “graúdos” como se diz popularmente, fato que, em passado bem recente, não aconteceria. Alguns governadores como Brizola, Lacerda e Arraes, foram cassados. Nenhum deles por corrupção, mas por desejarem e lutarem pela volta da democracia que os militares, sem votos, não queriam.
Na área do legislativo, há gente importante que nem sofreu acusações de corrupção, lembrando de Pasqualini, Brossard e Mem de Sá, aqui do Rio Grande, e de Teotônio Villela e Milton Campos, em Alagoas e Minas Gerais, respectivamente. Sabe-se que, no passado, muitos políticos saíram da vida pública bem mais pobres do que quando nela entraram. Tanto entre os corruptos, como entre os corretos, citei apenas alguns nomes apenas para exemplificar os fatos e para refletir sobre o tema. Vamos aplaudir a justiça ainda que, às vezes, ela nos pareça lenta...



 

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