27/02/2018 às 15:43
Falta mais um Código

Jauri Gomes de Oliveira – Deputado Emérito

No Brasil, temos um Código Civil e um Penal, um Código Comercial, um Código de Águas, um Código de Defesa do Consumidor, um Código de Processo Penal, o Código Brasileiro de Telecomunicações, o Código Florestal, o Código Eleitoral, um Código de Processo Penal Militar, um Código de Mineração, um Código Tributário Nacional, um Código de Processo Penal, o Código de Trânsito Brasileiro... e por aí vai...todos de acordo com a lei que os criou... São tantos, que poderia usar um bom espaço para a listagem de todos... Por isso, paro por aqui.
Mas penso que ainda falta um código por demais necessário, ou seja, um Código de Ética e de Moral. Nem tudo o que é legal é moral e, às vezes, nem ético. Aí, surge a dificuldade para nós, os leigos, entendermos as diferenças de tratamento entre as pessoas deste imenso Brasil. Seria ético ou moral a enorme diferença entre o salário mínimo e o que ganham certas figuras da elite da vida pública? Seria ético ou moral pagarem tantas mordomias para alguns figurões só porque são ou foram “autoridades” em alguma esfera governamental?
Na semana passada, li matéria informando que tem alguns ganhando mais de 100 mil reais mensais... Aguardei até agora por um desmentido com medidas judiciais contra quem veiculou tal matéria, mas é só silêncio sobre o fato. Nenhum desmentido oficial nem particular... Nada! O que me levou a entender que isso então é mesmo verdade.
Poder-se-ia julgar moral ou ético o rigor com a carga horária para quem ganha pouco, e a flexibilidade nesse mesmo sentido para quem ganha verdadeiras fortunas. Além disso, há muitas outras situações consideradas “normais” em que as mordomias existem e se perpetuam... Podem até ser legais, porém, para nós, mortais comuns, que vivemos de uma aposentadoria minguada isso soa, no mínimo, muito estranho. Por isso, acho necessária uma lei que leve em conta essas injustiças.
E, já que estamos em ano eleitoral para troca de “comando” no governo federal, dentre os muitos que se apresentam agora como possíveis candidatos e se assanham em busca do poder, haveria algum “herói” ou “heroína” com cacife suficiente para, nesses casos, “colocar o cincerro no gato”? Vamos aguardar.

 

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