18/10/2012 às 18:22
Rua da Amargura

É com imenso prazer que cedo meu espaço, nesta coluna, para divulgar alguns textos que foram produzidos pelas minhas alunas da 8.ª série, da E.E.E.F. Dr. Mário Vieira Marques – CIEP, com o intuito de participar da primeira etapa de seleção da 3.ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro”.

O lugar onde vivo é uma estrada sombria, com muitos cachorros e casas que parecem vazias, com pessoas caladas, tristes e calejadas com o trabalho pesado que enfrentam no dia-a-dia.

Lá também tem casas com gente feliz, com quem tem para dar aos filhos aquilo que sempre quis.

Na rua onde moro, passa homem, passa mulher, criança, jovem, velho e meretriz, mas, além de tudo, passa a esperança no coração daqueles que sonham com uma vida mais digna e feliz.

Quando chove, há barro por todos os lados, mas, em compensação, do solo exala aquele delicioso cheirinho de terra molhada, que, com seu inconfundível perfume, se espalha por toda a invernada.

Na minha pequena cidade, o lazer dos moradores é ficar nas esquinas e casas vizinhas, tomando mate e conversando sobre crianças, doenças e galinhas.

Minha humilde residência fica de frente para a rua e, portanto, se depara diariamente com suas tristezas e amarguras. Porém, apesar de todas as angústias e da vida dura, ali ainda existem famílias felizes com o que tem para viver e com o coração repleto de ternura.

Por Josiane Amaral Antunes

Carioca, radicada em São Luiz Gonzaga; professora e revisora de textos; pós-graduada pela UERJ, com Especialização em Língua Portuguesa; bacharela e licenciada em LETRAS (Português/Literaturas), formada pela UFRJ. 

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