08/03/2019 às 16:52
Conselhos de Aristóteles

 A procura da felicidade dá nome a um filme famoso e marcante, mas é também algo presente em cada um de nós ao longo da vida. A pergunta que sempre vem é “O que devo fazer?”, enquanto que os grandes filósofos como Aristóteles propunham a pergunta “Como devo ser?”.

 

Além dos filósofos gregos que influenciam o ocidente, as filosofias orientais também pregam a importância do equilíbrio. A proposta de Aristóteles para ser feliz, é alcançar um estado de equilíbrio emocional e paz interior no qual a felicidade naturalmente floresce. Ele dizia que felicidade é o resultado de um modo de vida e um modo de ser, que surge quando somos capazes de desenvolver nosso potencial como pessoa e construir um sólido “eu”. Nesta linha, a felicidade não estaria nem na abstinência, privação e repressão, nem nos excessos como prazer a todo o momento e a qualquer custo, que geram no final um vazio existencial.“A virtude é uma posição intermediária entre dois vícios, um por excesso e o outro por padrão”, escreveu Aristóteles.
 
 
Para alcançar o equilíbrio que leva mais próximo da felicidade, no livro Nicomachean Ethics Aristóteles sugere aproveitar todas as oportunidades que surgem para ter atitudes, tomar decisões e desenvolver comportamentos com 10 virtudes para guiar nossas vidas:
 
1. Controle – ter capacidade de controlar os impulsos e o temperamento. A pessoa paciente não fica muito zangada, mas também não deixa de ficar com raiva quando tem razões para isso.
2. Atitude – condições de enfrentar perigos por estar ciente dos riscos e tomar as precauções necessárias, sem covardia, nem imprudência.Deve-se evitar oscorrer riscos desnecessários, com atitude para enfrentar os riscosnecessários para desenvolver.
3. Tolerância – é o ponto intermediário entre o excesso de perdão e a intransigência. Para ser feliz é fundamental perdoar, porém, longe de tolerar tudo, ignorando seus direitos, liberdades e respeito.
4. Generosidade – o equilíbrio entre o egoísmo, a mesquinhez e a prodigalidade, a benevolência, ao ajudar os outros, gera felicidade.
5. Modéstia – o ponto mediano entre não se valorizar suficiente e um ego excessivo contribui com a felicidade. Ter autoestima elevada pelas conquistas feitas mas nunca pensar que é o centro do universo, ou seja, reconhecer erros e virtudes, assumindo as responsabilidades correspondentes, mas não mais do que isso.
6. Verdade- é a virtude da honestidade, que Aristóteles coloca em um ponto justo entre a falta de tato para dizer a verdade e uma mentira habitual. Trata-se de avaliar o alcance e o poder das palavras dizendo o que é necessário, nem mais nem menos.
7Graça – é a média entre ser um palhaço e ser tão hostil a ponto de ser rude, sabendo ser, para que outros gostem do que fazemos.
8. Relacionamento – séculos antes da neurociência ficar evidente e orientar a escolha de amigos, pois acabamos nos assemelhando com aqueles que estão mais próximos e que mais admiramos, Aristóteles advertia em seus escritos que ser sociável demais com muitas pessoas é tão ruim, quanto ser incapaz de fazer amigos. O filósofo acreditava que deveríamos escolher amigos com cuidado e atenção e então cultivar esses relacionamentos para se desenvolverem.
9. Decoro – é o ponto intermediário entre a timidez e a falta de vergonha, pois é preciso respeitar a si mesmo, sem medo de cometer erros, mas nunca passando sobre os outros para obter qualquer vantagem. Para ser feliz também é preciso estar ciente de que todos merecem ser tratados com respeito, exigindo o mesmo respeito para si.
10. Justiça – tomando e apoiando decisões mais justas para todos, lidando de forma justa com os outros, um ponto médio entre o egoísmo e o total desinteresse, também contribui para a felicidade.
 
 
            O equilíbrio é portanto, o caminho para a felicidade, observando que são muitas as virtudes nas quais precisamos de maior equilíbrio em nossas vidas, para que então surja a felicidade.
 
Sejamos felizes! Um abraço e até a próxima!

Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção.

É professor da Unijuí e convidado em diversas IES e sócio e consultor da Referenda Consultoria. Também é colunista de 9 jornais e revistas do interior do RS, blogs e newsletters e ainda é palestrante, pesquisador e escritor, com diversos artigos e 4 livros publicados nos temas planejamento, liderança, marketing e educação. 

Email: marcelo.blume@referenda.com.br

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