03/09/2014 às 16:19
Proatividade na prática

Você se considera proativo? Ao analisar muitos curriculuns profissionais e acadêmico, é possível observar que muitas pessoas inserem em seus curriculuns esta qualidade, que é imprescidível para bom profissional. Todavia, ao fazer as entrevistas com alguns, constata-se que muitas pessoas não sabem o real significado de ser proativo, ou não tem um bom autoconhecimento. Por exemplo, ser proativo é bem diferente de ser reativo e em nada tem a ver com a passividade com que alguns encaram as situações que a vida impõe.
Uma pessoa proativa se caracteriza por antecipar soluções para evitar possíveis problemas futuros, bem como desenvolve ações antes de ser cobrado para que seja feito. A proatividade também implica num comportamento onde a pessoa se responsabiliza por suas próprias escolhas, sabendo que está colhendo o que de alguma forma plantou no passado e que para ter dias melhores, precisa mudar hoje o que está fazendo em relação aos pontos em que pretende que sua vida seja melhor.
A leitura do meio em que vive e do ambiente em que trabalha, aponta para quais situações futuras? Uma pessoa proativa faz esta leitura e se prepara, se antecipando a estas possíveis situações, visando tirar o melhor proveito para sua vida pessoal e profissional. Desta forma, uma pessoa proativa acaba sendo vista como ágil, inteligente, produtiva e otimista.
Não pode se considerar proativo uma pessoa que apenas reage diante do que surge na sua vida como aqueles que passam “apagando incêndios” na vida pessoal e profissional, aqueles que frequentemente culpam os outros pelas coisas que não deram certo, ou que não gostam na sua vida, ou ainda, que ficam esperando por resultados melhores no futuro, sem mudar nada no seu presente. Ser reativo, é melhor do que ser passivo, claro, mas é preciso muito mais para se considerar proativo.
Os gestores preferem os proativos, porque são pessoas que estão sempre em busca de soluções e estes são muito melhores de se trabalhar, do que aqueles que estão frequentemente trazendo problemas para os gestores solucionarem. Os proativos não precisam ser tão cobrados, pois eles buscam propostas antes que o gestor lhes cobre uma solução e eles também são preferidos, porque os reativos ficam esperando que o gestor esqueça e ao invés de buscar solução, preocupam-se mais com os argumentos que vão utilizar, quando forem cobrados pelo gestor. Assim, um empregado proativo é mais valorizado porque é mais comprometido com a busca de soluções. Uma pessoa passiva fica impressionada com os incidentes e no máximo dispara o velho “Viu? Eu avisei!”, enquanto uma pessoa reativa sai correndo para acudir e depois busca algum culpado pelo incidente. Já um proativo busca sinais de possíveis incidentes e providencia a solução de problemas que poderão ocorrer e quando vislubra situações positivas pela frente, desenvolve ações para aproveitar melhor os resultados.
Ser proativo requer mais esforço constante, ficando atento aos sinais do que pode ocorrer, tanto positiva, quanto negativamente. Todavia, esta postura evita esforços e stress quando as coisas ocorrem e precisam ser aproveitadas ou evitadas de forma rápida e eficiente. Assim, convido vocês amigos leitores para uma reflexão sobre a sua proatividade, observando quantas vezes fica passivo diante das situações, quantas vezes reage e até precipitadamente, ou buscando em outros a resposabilidade pelo que acontece e enfim, quantas são as situações nas quais há uma antecipação, permitindo maior planejamento e aproveitamento, ou evitando problemas para si e para os outros.
Para quem gostou e quer aprofundar os conhecimentos, faço algumas sugestões de leituras como os livros “Seja a pessoa certa no lugar certo”, de Eduardo Ferraz, “Atitude”, de Justin Heral e “Se tiver pressa ande devagar”, de Lothar Seiwert.
A propósito, reflita sobre a sua proatividade e veja se deves incluir, manter ou excluir do seu curriculum, a proatividade como uma das suas virtudes! Um abraço e até a próxima!

 

GESTÃO, NEGÓCIOS & CIA – Marcelo Blume

 


Marcelo Blume é Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção. Vice-diretor da FAHOR e professor convidado em diversas IES, também é sócio e consultor da Referenda Consultoria, palestrante, pesquisador e escritor, com artigos e 4 livros publicados na área de gestão
 

Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção.

É professor da Unijuí e convidado em diversas IES e sócio e consultor da Referenda Consultoria. Também é colunista de 9 jornais e revistas do interior do RS, blogs e newsletters e ainda é palestrante, pesquisador e escritor, com diversos artigos e 4 livros publicados nos temas planejamento, liderança, marketing e educação. 

Email: marcelo.blume@referenda.com.br

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