26/03/2015 às 10:28
Liderar é também influenciar

Uma das muitas funções do líder é influenciar os liderados na busca pelos objetivos coletivos. Acredito que de uma ou outra forma todos estamos acostumados com este conceito, inclusive como definição de liderança. A partir do entendimento de que a força do líder vem dos seus seguidores, o conceito faz ainda mais sentido. A dúvida de muitos é como conquistar os seguidores continuamente, para que juntos possam atender aos propósitos organizacionais e os objetivos por eles traçados.
Ao que parece, a maioria dos líderes está convencida de que se forem seguidos, a organização e toda a equipe se beneficiarão, tendo seus objetivos alcançados. Todavia, esta ideia é muito simples, pois nem tudo é o que parece. Influenciar de maneira eficiente é sem sombra de dúvidas um grande desafio na liderança.
Pesquisa-se, escreve, reescreve bastante sobre liderança, assim como muitos líderes tem procurado aprimorar suas habilidades e competências para liderar melhor, enquanto outros acreditam que já sabem o que precisam saber. Muitos líderes acreditam que influenciar na forma de pensar e de agir das pessoas de suas equipes é difícil, demora muito e consome muito tempo. Por este e outros motivos, muitos tem dificuldade de confiar tarefas e delegar, o que os transforma em líderes centralizadores, o que é um vício da função e atrapalha o bom desempenho de líderes e liderados, reduzindo os resultados de suas organizações.
Estudos do psicólogo Martin Seligman mostram que um líder pode contribuir de maneira efetiva com um colaborador pessimista ao mostrar a luz no fim do túnel ou mudar as relações de trabalho, tendo atitudes positivas e exemplares neste aspecto. Fica evidenciado que para isso não é necessário um esforço de meses, pois em questão de horas podem ser observados ganhos significativos.
O Gallup Leadership Institute (GLI), da Universidade de Nebraska, Estados Unidos tem divulgado pesquisas que mostram como influenciar as equipe de maneira eficiente, que evidenciam a necessidade de criar momentos de mudanças que se transformam em marcos nas conquistas de uma equipe dentro de uma organização. Entendido isso é preciso avaliar como criar estes momentos de mudanças. Quem busca praticar uma liderança coaching, sabe e sente que muitos e bons momentos de mudanças são aqueles em que o líder coach conversa frente a frente com seu liderado, de forma positiva, inspiradora, apontando para o aprendizado, mesmo quando as coisas não saem da forma prevista. Estes momentos de coaching auxiliam no refinamento, a qualificação e o aprimoramento contínuo dos processos mentais e das estratégias criadas para gerar resultados.
Conforme já comentamos em outro texto, para liderar bem é preciso conhecer-se bem, assim como conhecer bem os liderados. Com isso o feedback precisa ser frequente e ter a permissão de ambas as partes para ser aberto e franco. Quando há uma situação negativa a ser trabalhada, o que é inevitável para a função de liderança, o líder coach deve focar nas novas opções de ações e estimular a entender as falhas como aprendizado pessoal e organizacional. Nas situações positivas o foco deve ser as estratégias que foram criadas para alcançar os objetivos e gerar o sucesso esperado.
Conforme escreve Deepak Chopra, dentre outros pesquisadores, dentro de cada um de nós existe uma parte a ser descoberta, que tem o poder de nos ensinar, treinar, guiar para que alcancemos força, criatividade, brilho e felicidade. É preciso imaginar que tudo o que desejamos está ao nosso alcance, esperando ser reconhecido, ouvido e abraçado. Conforme já dizia Maslow, nossas habilidades não são pacientes e clamam por serem utilizadas. Quando ignoradas, atrofiadas, elas pode atrapalhar nossas vidas, destruir nossas relações, minar nosso espírito e nos afastar de nossos sonhos.
O líder precisa influenciar os profissionais de suas equipes a serem tudo aquilo que eles podem ser, a partir do propósito da organização. Esta atitude contribui com o desenvolvimento individual e organizacional e com uma das principais funções do líder que é formar outros líderes para contribuírem com o desenvolvimento da organização. A influência do líder, seja em exemplos, em atitudes, em conselhos individuais ou coletivos, determinará direta e indiretamente a forma de agir de cada indivíduo numa organização.
Um abraço e até a próxima!
 

Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção.

É professor da Unijuí e convidado em diversas IES e sócio e consultor da Referenda Consultoria. Também é colunista de 9 jornais e revistas do interior do RS, blogs e newsletters e ainda é palestrante, pesquisador e escritor, com diversos artigos e 4 livros publicados nos temas planejamento, liderança, marketing e educação. 

Email: marcelo.blume@referenda.com.br

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