01/10/2015 às 16:45
Essa turma que faz a Expo São Luiz

De longe, aqui do Litoral Sul, acompanho as populações de São Luiz Gonzaga e de cidades da região aproveitando as ótimas atrações de mais uma Expo São Luiz. E bem recordo como essa festa foi montada aos poucos, anos atrás, com reuniões semanais na ACI, como bem me comunicava antecipadamente o José Grisolia Filho, para assegurar o ritmo do trabalho na redação do jornal. Com seu costumeiro espírito cívico, o Iso e componentes dessa comissão dedicavam parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a compor o que seria a festa maior dos são-luizenses.
Eu ficava na minha mesa matutando o que seria de São Luiz Gonzaga sem o voluntariado, nas suas diversas formas de ações, organizadas ou não, de bem-estar social ou de outros campos. Como ocorreriam essas atividades sem eles e a sua doação de tempo? Agentes de transformação, eles não doam somente o seu tempo, mas também os amplos conhecimentos nas diversas áreas, realizando um trabalho movimentado pela energia do seu impulso solidário. No caso da Expo São Luiz, eles atendem aos imperativos de uma comunidade que deseja crescer e se vale do que cria e inova, do que produz e desenvolve.
Esse trabalho do Iso e sua turma em torno desta edição da Expo São Luiz me impressiona desde que começou, ao lembrar do entusiasmo inicial, da tranquilidade das ações, da maturidade em cada ousadia. Ali eu via um grupo engajado, participante e consciente, destacando o seu grau de comprometimento nos diversos departamentos. No caso da Expo São Luiz, são ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, para que o evento tenha sempre continuidade, com uma meta tão ascendente quanto desafiante.

Ao analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho voluntário desta festa, podemos ainda destacar o esforço como resposta a uma inquietação interior, que é levada à prática pelo bem-comum, além da tomada de consciência dos problemas de São Luiz Gonzaga diante de uma difícil realidade, levando à luta por um ideal, que é a continuidade de um evento que emociona a região missioneira. Meus parabéns a essa turma que faz a Expo São Luiz 2015, com todos unindo as mãos ao brado “conta comigo”. Parabéns pelo destemor nas ações e comprometimento com a nossa terra, garantindo o potencial transformador de nossa gente.


***


Poemas para Aylan

A coluna “Réquiem para o pequeno Aylan”, publicada em 5 de setembro, comoveu a professora e poeta são-luizense Noely Luft. Residente em Porto Alegre, ela conta que o meu texto “desaguou” em dois poemas que ela fez com muita emoção, para homenagear a infeliz criança síria destes tempos cinzentos. A seguir, os dois poemas para o pequeno mártir.


Travessias

homens mulheres crianças
todos os dias
pessoas em desespero
fogem

Onde a esperança?

tentativas
cruzando fronteiras mares
perdem a vida
que tentavam preservar

milhares fogem
em desespero
“os outros”
corações emparedados
muros erigidos

onde o lugar do “outro”?


***

Perdão, Aylan

inerte
nosso olhar

inerte
o corpinho na areia
levemente de lado

inerte
(a)consciência humana

perdão, Aylan!

Noely Luft
(noelyluft@gmail.com)



inerte
nosso olhar

inerte
o corpinho na areia
levemente de lado

inerte
(a) consciência humana

perdão Aylan!
Noely Luft
 

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