30/05/2017 às 10:13
NÃO RECLAME

Por o prejuízo na conta de outrem, confere fuga de responsabilidades.
Pessoas, até com certo grau cultural, vão, paulatinamente, autodestruindo-se.
E o diabo aumenta seu rol de apostas. Tipo teste de múltiplas escolhas.
‘Para esse aí, vou dar um enfisema, daqueles que não dá para se mexer. Para este outro, uma bronquite crônica. Para aquele, uma dor incessante nas pernas, impossibilitando uma caminhada saudável. E quem acertar na mosca do câncer? Já sei. Naquele que tem predisposição genética, meu trabalho fica mais fácil. E para aquelas madames? Um cheiro horrível quando elas abrirem a boca; unhas amareladas; cabelos com semelhança de nunca terem lavado; rugas e mais rugas; mulheres as detestam; pele sem vida, violácea; tosse pela manhã com expectoração abundante. Beijos com sabor de alcatrão, nicotina. Netos nem chegam perto. Até posso fazer uma escolha masculina. Infertilidade, câncer de próstata, falhas na hora H; câncer de faringe, laringe, pulmão, esôfago. Ah! Como tenho opções. Depois é só deitar e rolar, curtindo dores, dispnéia, emagrecimento, tortura familiar, sofrimento’.
Falta de entendimento?
Todo início de um futuro vício começa por curiosidade, ansiedade, ‘sou imune a tornar-me um viciado’, imitação de pessoas amigas, pais viciados e ainda qualquer outra desculpa.
Quando o vício se instala, pode ocorrer uma série de respostas orgânicas ou psicológicas para a largada.
As escolhas do tipo de vida que se quer levar são individuais; até para reclamar depois não há um claro discernimento para saber o melhor caminho a seguir. O vício toma parte integrante do organismo e se agarra sendo muito difícil a trajetória da volta.
No dia Mundial sem Tabaco, 31de maio, tente ficar 24 horas sem o uso.
Você seria capaz?
Não reclame de falta de medicações, de não atendimento, lista demorada de cirurgia etc...
Faça, primeiramente, a sua parte.
 

Médica

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