06/06/2017 às 15:03
SER OU NÃO SER

Eis a questão. (William Shakespeare).
A caridade, junto com a fé e esperança, são virtudes primárias do cristão.
Doação requer desprendimento, atitude que poderia tornar o mundo menos violento. A humanidade precisa preencher lacunas de vivências concretas, sinceras e afetivas. Doar não significa descarregar a própria consciência para dormir em paz. Ela exige coração. Ficar alheio ao mundo chama doença. E, às vezes, o conserto fica difícil. Pobres psicólogos e psiquiatras!
Ensinar crianças a compartilhar, emprestar brinquedos, dar a mão ao coleguinha, exercitar-se juntos, cantar, dançar, brincadeiras de roda, orar. Atividades estas que ensejam o valor da caridade.
Em épocas de calamidades, estações frias, surgem instituições, meramente assistencialistas, sem nenhum cunho de entrega, igualdade, fraternidade a carentes; não há troca de informações educativas, conservação do bem material recebido, agradecimento sem ironia.
Questiona-se: quanto tempo durará este agasalho? Um cobertor necessita todo ano receber um? Um móvel perdido na enxurrada?
O costume de receber ‘presentes’ toda estação fria ou excesso de chuva imprime obrigatoriedade a serviço público ou privado? Eis a questão.
É mais que imperativo o surgimento de alguma estratégia para não onerar quem doa, ou isentar de responsabilidade quem recebe.
Talvez um sopão onde todos contribuam com ingredientes. Uma listagem, talvez por bairro, com documentação (muito viável nesta era de informática). Afastar moradias de áreas de risco, impetrando programas não eleitoreiros, mas com certo ônus para o cidadão que utilizar o bem.
Adolescentes em programas de menor aprendiz, guiando para determinadas profissões. Há muitas saídas para diminuir extrema pobreza.
Todo ano doar, doar... Mera caridade tem limite.
Colocar fé que tudo dará certo. Esperança de dias melhores.
Ser e não ser, eis a solução.
 

Médica

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