03/07/2017 às 16:00
SOMOS

Voltas que o mundo dá.
‘O trabalho espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio’ (Voltaire).
‘Para sustentar tanta gente em área limitada, necessário empenhar todas as energias do trabalho agrícola, bem organizado. Com boa saúde e força física, basta disciplinar as tarefas. O bom êxito alcançado justifica o trabalho em grupo. Evitaria, assim, a bebedeira, luxúria, rixas e guerras’(Os trinta povos guaranis – Arnaldo Bruxel – 1987). A agricultura era o foco. Assim a roça comum predominava sob a roça particular. Nesta se fazia mutirão, levando a volta ao trabalho em equipe. Não conseguiam ser individualistas. Milho, abóbora, batata doce, aipim e outros produtos agrícolas supriam a alimentação de todos. Afora disto, havia a caça e a pesca. Todos tinham papel determinado. Crianças, mulheres, adolescentes, homens, idosos. Ao findar épocas de colheitas, o alvo eram as oficinas. Uma economia coletivista. Sem exploração humana pelo humano.
Um grande trabalho da primeira cooperativa, não oficial, em terras missioneiras. Aqui neste chão. Quem habitava estas paragens? Índios guaranis, orientados pela chegada nesta região ‘espanhola’ na época, pelos jesuítas da Companhia de Jesus.
Trabalho cooperativado não é novidade para missioneiros. Na atualidade, os ramos se diversificaram, mas o propósito continua o mesmo. Dar as mãos, juntos, fortificando o Sistema Cooperativo. Impulsionam a economia, resolvendo em uníssono as oscilações do mercado.
As 420 cooperativas giram, movimentando a região, o estado, não indo embora recursos locais. As sobras são divididas conforme o empenho de cada cooperado. O fruto do trabalho não sai para o exterior.
Somos e seremos muito mais com o Sistema Cooperativo. Mais uma vez comemoramos o Dia Internacional do Cooperativismo.
Voltamos ao século XVII/XVIII.
 

Médica

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