16/10/2017 às 15:51
NÃO É PROFISSÃO

É vocação ser médico. Escolha própria. Sem interferências.
Em primeiro lugar, gostar de ‘gente’. Ver a si mesmo no outro. ‘... E se eu estivesse com esta dor? Com este dilema? Com esta cruz?’. Com técnica, fontes alicerçadas em livros de Anatomia, Histologia, Bioquímica, Semiologia, Clínica Médica, Farmacologia, Biofísica, Patologia, Bioestatística, Psicologia de diferentes fases da vida..., vão surgindo as hipóteses diagnósticas, frente a sintomas e sinais apresentados. E atenção! Os exames complementares servem para incluir ou excluir o diagnóstico elaborado. Fica claro que quem tem que solicitar exames é o profissional médico.
Fornecer analgésico ou anti-inflamatório, aleatoriamente, ou mesmo, com consulta ao Dr. Google, firma diagnóstico impreciso, podendo trazer transtornos futuros. Porém, transcorrer caminho com curvas fechadas, pedras, estradas estreitas, lodo, intempéries, obstáculos, escuridão, mata com animais ferozes, tem que existir inteligência perspicaz, valentia, força interior.
Ultrapassar a barreira do vestibular (real), primeira entrada no ‘circuito’, não traduz o ‘depois’. Qualquer bom aluno, intelectual, o faz. Dá à família aquela sensação de ‘escolha certa’.O curso teórico se assemelha a qualquer outro da área de saúde. A prática, porém, já antecipa o ‘gostar de humano’. Projetar horas a cuidados com alguém leva à certeza que o caminho está sendo iluminado. Assemelha-se a outras escolhas. Psicólogos, professores.
Há dias que o tempo corre. Necessita desprendimento, exemplo, infiltrar-se na profissão, participar de entidades profissionais. Individualista? Profissão errada.
Com a decadência na esfera política nacional, parece que o centro de atrações está mudando. Para melhor. Só comentar não adianta. Erguer a bandeira da ação. Vá à luta no seu município.
Quanto às pacientes orgulhe-se do lugar onde você vive. Não procure longe aquilo que está perto. Curta sua cidade. Sua doença é a mesma em qualquer lugar.
Dezoito de outubro, Dia do Médico.
 

Médica

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