24/10/2017 às 11:07
TER OU NÃO TER

Parece estar ficando o X da questão.
O mundo foi girando.
A eterna busca, incansável, do ter, talvez, seja a doença social de maior crescimento no mundo. Gera estresse, hipertensão, insônia, inimizade.
Foi dimensionada tal assistência a camadas carentes da população, que parece ser a primeira meta de quaisquer governos. E, ainda, todos criticam quando não conseguem o benefício governamental.
O trabalho está sendo substituído por obrigação e dever de distribuir ‘bens’, sem cessar. E todos entram na fila. O amor ao próximo é sinonímia de oferta de bens materiais sem ensinar a pescar. É tanta ‘obrigação’ de pedir, pedir.
Será que não faltaria alguma gestão, honesta, neste redemoinho social de benemerência?
Mães vão ‘fabricando’ filhos na espera que ‘outros’ os sustentem, haja vista inúmeras bolsas distribuídas.
E o trabalho onde ocupa lugar?
Aborrece a falta de expectativa de pessoas, ditas cultas, desfilarem normas de ‘bem viver’, alicerçadas numa base de vidro que, facilmente, se dilacera.
Enquanto uma classe social busca, ansiosamente, aumentar bens materiais, outras desejam tudo de graça. Nem lá, nem cá. O meio termo constitui um desafio.
A procura por aposentadoria ‘especial’, em alguns casos, se torna ridícula. Pessoas estão inaptas para trabalho público, mas fortes para trabalho próprio com fins lucrativos.
Qualquer indivíduo, em alto e bom som, critica a corrupção governamental, não olhando a seu redor (ou a si mesmo), atos desonestos, diários, na esfera do lar, do bairro, do mercado, da igreja, do clube, do plano de saúde...
A falcatrua do ‘ter fácil’ tem que chegar ao fim. Basta de mordomias!
Fácil distribuir filhos ou idosos a instituições. Difícil conseguir o pão de cada dia com seu próprio suor. Parece irreal, historinha de fantasma...
Dê trabalho a alguém. Trabalhe.
Parem de assistencialismo puro ou leis assistencialistas.
Não dê esmolas, ajude a buscar o peixe.
E, ainda, ter e não ser leva a desgaste físico e emocional. Daí inúmeras doenças.
 

Médica

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