06/11/2017 às 15:33
HIPER

O mundo vai girando. Também pudera! Depois que descobriram que a terra era redonda...
Rodopiam também as mudanças.
O clima, não se contenta, aqui no sul, com o frio ‘minuano’. Há dias congelantes. É o chimarrão, que cada vez fica mais morno, em relação às altas temperaturas do meio ambiente. Hiper frio. Friíssimo. Hiper quente. Quentíssimo. Ora são as águas que, corriam tranquilas em certos locais, viram enxurradas, varrendo tudo pela frente. A chuva perdeu sua monotonia, gota a gota. Ou ela vem, ou não vem. Saudade daquela calma garoa poética. Quando ela dá as caras, ou é muito fria, ou encharca calçada, ficando tudo muito liso, facilitando quedas, fraturas, gessos, imobilizações, articulações dolorosas e uma parafernália de complicações.
Quanto aos ‘habitantes da terra’ (ainda não do espaço), houve uma mudança social, a partir dos anos oitenta, segundo o filósofo francês Gilles Lipovetsky. Na hipermodernidade, a sociedade cultua excessos. Tudo vai aos superlativos. Hipermercado, hipertexto, hiperindividualismo. O filósofo constata que nem tudo está perdido. Assinala-se a mobilização, ante calamidades, ao prestar socorro a abrigados e refugiados, onde cada pessoa gera uma ação coletiva, contrapondo-se com o individualismo reinante na política com a hipercorrupção.
Para derrubar excessos, basta cultuar ideias produtivas, coletivas. Talvez o mundo cooperativista ofereça soluções, em todos os ramos, onde tudo é de todos.
Derrubar a chaga do ‘tudo hiper’ constitui dever de cada cidadão, formando uma conversão ‘hiper’, deixando o lado mau do tudo fácil, tudo meu.
Cultive o lado bom do hiper: cultura, estudo, técnica, desafios, arte, aproveitamento dos rios, ventos, solo.
Modifique seu Eu, levando-o para o lado do hiper ‘Nós’.

 

Médica

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