21/11/2017 às 14:46
VAI QUE DÁ

Atendimento a parturientes vem desde que o Hospital são-luizense foi colocado em funcionamento. A necessidade de local, para atender a clientela, tem que constar serviços essenciais como Pediatria, Clínica Médica e Cirúrgica e Obstetrícia, além de Anestesiologia, para o andamento legal de uma instituição hospitalar de internação.
O comentário dá para relacionar o tipo de acompanhamento obstétrico com o grau de escolaridade e situação econômica.
No mês de outubro, foram atendidas 51 pacientes na Maternidade do Hospital de São Luiz Gonzaga, sendo 37 pacientes – 72,5% - pelo Sistema Único de Saúde – SUS – e as demais, 14, (27,5%) de convênios (11) ou particulares (03).
Pretende-se vislumbrar, primeiramente, as 37 parturientes do SUS. Somente uma, com Curso Superior, 28 anos, moradora do bairro Harmonia, nesta cidade. Com Curso Médio, somaram nove parturientes; Ensino Fundamental, sete, e, por incrível que pareça, 13 com Ensino Fundamental incompleto. Cinco, com Ensino Médio incompleto e duas não foram anotadas a escolaridade.
Quanto à idade, quatro, menores de 20 anos (10,8%), consideradas adolescentes. Destas adolescentes, duas com Ensino Médio incompleto, uma com Médio e outra com Fundamental. Na outra faixa extrema, duas parturientes com 40 anos, (5,4%) ambas com Fundamental incompleto, uma residente no bairro da Gruta e outra no interior do município.
De 20 a 39 anos, então, foi o maior número de atendimentos. Isto se repete todos os meses. Estas pacientes teriam idade de, pelo menos, ter concluído o Ensino Médio. Apenas oito, completaram-no.
Escolas públicas são ofertadas em toda a região. O decréscimo do nível de instrução se associa ao baixo nível socioeconômico, não permitindo estas pacientes optar por acomodações superiores e/ou um plano de saúde.
E, hoje, com tantas opções para a formação! Vai que, ainda dá!
O SUS, com 72,5% de atendimentos obstétricos, não cobre as despesas, principalmente, se for realizada operação cesariana. Isto, também, acontece com as demais clínicas.
Por outro lado, se questiona: ‘E se não houvesse SUS?’.
Ao melhorar o grau de instrução, as ofertas de trabalho crescem. Com isto ter-se-á mãezinhas com melhor educação, conscientes, podendo prover seu nenê de melhores condições de saúde através da lactação, vacinação e uma grande gama de necessidades que os infantes vão exigindo, independentes de espera governamental.
Estude, pois sem instrução as agruras da vida podem aumentar. Vai que dá!
 

Médica

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