02/01/2018 às 17:04
RESTA UM

Existe um pequeno passatempo em que, sobre um pequeno tablado, pequenos pinos vão saltando e eliminando-os, até que, no final, resta apenas um. É claro que durante o percurso, de repente, não há mais alternativas e o jogo termina, onde o sujeito perde para ele mesmo, vendo sobrarem pinos no tablado sem poder executar jogadas posteriores.
E nesta vida, como há pinos sobrando!
Será que haveria necessidade de existir tantos senadores, deputados e vereadores? Faria falta se eliminasse um terço deles?
A produtividade de uma empresa ou determinada missão a executar não se tornaria mais eficiente se cada ‘pino’ desempenhasse seu papel, preenchendo todos os momentos para os quais é remunerado (e como?), com eficácia, precisão e responsabilidade?
Numa instituição particular, o desempenho eficiente faz manter o emprego e futura promoção. Já no serviço público...
Quando se chega numa instituição pública, funcionários de ‘rotação’ baixa vêm atender a clientela parecendo estar em câmara lenta, denotando má vontade e, por vezes, enumerando grosserias, sem o pobre do cidadão ter aberto a boca.
Pelo menos se espera que reste um para atender bem o público!
Em empresas particulares, o gerente fica de olho no funcionário. Não cumpriu as normas exigidas, há uma fila enorme de desempregados esperando uma chance.
As pessoas deveriam, pelo menos em tese, executar suas atividades de modo que ao necessitar se ausentar, sua falta será sentida. Ela não é uma a mais. É uma peça do quebra-cabeça que falta para o sucesso de uma tarefa. Se, diminuísse alguns cargos públicos seria notada sua ausência para a eficiência da máquina administrativa funcionar a contento?
Não seria o momento de ‘quem faz as leis’ usar neurônios em favor real do cidadão que os colocou lá, eliminando cargos em demasia e cabides desnecessários?
O objetivo primordial de existir governo é a presença de cidadãos. Parece que as coisas se invertem. O cidadão tem que prestar homenagem a eleitos... Eta doença crônica brasileira!
No jogo do ‘resta um’ poderia ser escolhido o ‘pino’ que mais serviço prestou no tablado da sua legislatura. Escolha, por vezes, difícil!
No alvorecer de novos tempos vamos, atentamente, observar a dança dos pinos.
 

Médica

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