20/02/2018 às 15:29
MAL-ESTAR VIOLENTO

Ela, a dona Violência, vem de todas as formas.
Neste tempo quaresmal, somos convidados a refletir melhor sobre a devastação violenta que atinge a todos.
A violência já se estampa em cidades pequenas, médias e zonas rurais.
Caracteriza-se por uso intencional da força contra si mesmo, outras pessoas ou grupos (OMS). Resulta em dano físico, sexual, psicológico ou morte.
Não é reservada à esfera policial, mas toda a sociedade precisa enfrentá-la.
Para nosso espanto, os índices de violência brasileira superam vítimas de guerra e terrorismo de outros países.
A interiorização, reflexão, convida a nos aproximarmos do Criador neste tempo litúrgico, tentando reencontrar nosso verdadeiro rosto.
Um dos objetivos da Campanha da Fraternidade 2018 colocar mais valor à família e escola como espaço de convivência fraterna, educação para a paz e testemunho de amor e perdão.
O Brasil possui menos de 3% da população mundial, mas responde por 13% dos assassinatos do planeta (IPEA). Causa sofrimento nos familiares, empresas, setor público. É uma tragédia social.
Precisa-se, urgente, de ações determinadas na educação, saúde, esporte, assistência social, cultura para o exercício pleno da cidadania.
Atos violentos são ápices, consequências de uma escadaria de formação da violência. Nesta os degraus têm que ser trabalhados.
A natureza generosa brasileira, clima, nação alegre, ordeira, pacífica tornam o país ímpar no mundo. Qualquer pessoa pode melhorar e assim progredir. Estes sonhos idílicos mostram incontáveis e constrangedoras contradições.
O medo ronda as pessoas, principalmente, nos grandes centros. Em 2016, cinco pessoas morreram a cada hora por arma de fogo.
Homicídios, sequestros, estupros focam as principais preocupações dos cidadãos. Combater ou punir os agressores passa a ser objeto de políticas públicas. Estas estão iniciando pelas consequências. E as origens da violência?
A população pode e deve ser parte fundamental neste processo de diminuir ou extirpar este grande mal da sociedade.
Pode ser começado dando assistência integral às gestantes e crianças até dois anos, pois é aí que tudo começa.
Sociedade doente. Chamem urgente a população, principalmente aqueles deitados eternamente em berço esplendido.
Obs.: dados retirados do Manual da Campanha da Fraternidade 2018. CNBB.

 

Médica

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