26/03/2018 às 17:04
ÚTIL & FÚTIL

O consumismo está virando patologia.
Não dominar impulsos denota uma ansiedade incontida, podendo gerar forte psicopatia.
Nas mais diferentes áreas da vida humana há, no momento, um intenso apelo de compra. Sabe-se que o comércio gira em torno disto. Troca de mercadorias. Necessidade versus produto adquirido. Seria o ideal.
A economia disserta muito sobre ‘poder de compra’, relatando estatísticas e mais estatísticas que deixa qualquer entendido do assunto com o cérebro enrolado. O pobre consumidor já não pode se orientar pelos ‘dizer economês’.
A saúde pública prega, como alicerce de uma vida saudável, a promoção de saúde, através de hábitos qualificados de vida.
Comer demais e sem equilíbrio de nutrientes leva à obesidade; esta à hipertensão; esta a doenças cardíacas, isquemias e derrames cerebrais; surge, senão à morte precoce e súbita, sinais como dispneia, edema dos membros inferiores, arritmias, enfim, a uma vida ‘inútil’.
Ficar encerrada em casa, já ‘gozando’ da famosa aposentadoria, diminuem os amigos, introspecção, depressão; ainda padecem as articulações, dores, deixando cada vez mais de ‘mal com a vida’. Rabugice não falta. O envelhecimento da mente se associa ao corpo físico.
Podem ser acrescentados inúmeros problemas tendo como exemplos o tabagismo e o alcoolismo, efeitos colaterais de medicamentos fazendo a vida útil cada vez mais inútil.
A futilidade de adquirir algo sem real emprego do objeto leva à doença do consumismo. De útil, nada.
Ao comprar pense no seu estoque de roupas, perfumes, sapatos, joias, bijuterias, lenços, bolsas, casacos, calças... Quanto mais fútil, menos útil (ainda pense nos gastos).
No alvorecer do novo mês, coloque na cabeça (e nos apontamentos) o destino de suas futilidades. Faça um rol de útil e fútil. Tomara que o útil ganhe!

 

 

Médica

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