03/04/2018 às 09:39
MUITA AGITAÇÃO

Pobres criaturas vivendo num mundo a mil por hora!
O embrião já ‘acorda’ com águas por todo lado. O feto já não consegue se acomodar num espaço limitado. E quando são dois? Devem fazer muitas caretinhas pelo desconforto. Agitadinhos.
A mãe corre, de lá para cá, para deixar tudo em ordem à espera do novo personagem da casa. As pernas da mamãe ficam edemaciadas, o sono desconfortável. Mas ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’(Fernando Pessoa).
É chegada a hora tão aguardada. As contrações iniciam. Espaços que se aproximam. Duram mais tempo. Vão ficando mais fortes. A Maternidade é o alvo. A equipe de saúde está sempre alerta todos os minutos. E... O choro retumba numa canção de vida, de amor, de alegria. O planeta Terra soma mais um habitante. Um agito!
E as comemorações mês a mês iniciam. O primeiro aninho se reveste de uma aura toda especial. Avós se preparam. Pais ofegantes. Padrinhos não podem faltar. Não esqueceram alguém? E dê-lhe cérebro agitando.
Escolinhas, maternais, creches: um novo jeitinho de criar filhos. As mulheres não são mais somente donas de casa. São trabalhadoras remuneradas, fazendo expediente, vivendo o ambiente de trabalho. Todos colaboram para a comida à mesa, vestuário, habitação, lazer. Um quebra-cabeça agitado.
Período alegre da vida estudantil. Esporte, colegas, novos a amigos, namoradinhos (as). A algazarra denuncia que aí tem adolescente. Música ferindo tímpanos, descobertas de toda ordem. Cérebro queimando neurônios. Que fumaceira! Uma agitação ímpar.
E a vida de trabalhador mostra vários caminhos. Qual seguir? Opiniões bem elaboradas ou não surgem. Ouvir e ouvir. Que dilemas! Sinapses cerebrais resolvem por uma estrada. Basta seguir com muita garra
Novas famílias surgem. O calendário da vida toma rumos próprios a cada um.
Idosos viram crianças. Adolescentes querem ser adultos. Crianças não crescem, pois alguns não as deixam tomar rumo. Educação com mil facetas. Um nó atado. Um agito.
Isto sem comentar a mídia que veio para clarear, para melhorar a vida. Vê-se pessoas amigas de pequenos aparelhos e não sabem somar dois mais dois... É muito complicado, principalmente, na escola onde celular manda mais que o corpo docente. Um tremendo desenrolar, tornando estudantes incapazes de fixar tanta informação (adultos também!).
Neste coquetel de vida estrondosa, sente, estenda suas pernas e ouça o barulho do vento, de passarinhos, de carros, batidas, vozes... Apele para a meditação para seu descanso.


 

Médica

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