23/04/2018 às 15:06
... até que fura

Água mole em pedra dura, tanto bate...
Em educação, repetir não causa trauma. Não mencione a seus filhos, que eles são inteligentes. Uma boa resposta: ‘Da próxima vez, você pode melhorar ’.
Havia dois irmãos. Um era vibrante. O líder das brincadeiras de infância. Inventava. Trocava de atividade num zás-trás. Era o mais velho. Taxado de inteligente. O outro, mais quieto, habilidoso. Pensava. Lia. Curioso. Observava até detalhes. A vida foi passando. O inteligente foi reprovado em Latim, na quarta série ginasial. Desistiu. Desestimulado, aí ficou. Inclusive, anos após comentava que tinha concluído o ginásio, pois o Latim ficou fora das disciplinas. Continuou sempre com resposta na ponta da língua. E o outro? Estudou com afinco após concluir o ginásio, no mesmo colégio do irmão, e, foi aprovado no Colégio Militar em Porto Alegre, após, Resende, RJ. Carreira militar. Muitos anos se passaram. O primeiro, não progrediu na vida. Inventava, trocava de emprego. Uma citação dele é que se abrisse uma fábrica de chapéu, ele fosse admitido, as crianças nasciam sem cabeça. Sempre um gozador. Acabou falecendo, até com certo problema mental. O segundo, reformado, ainda cursou Engenharia. Mora em São Paulo com a família.
Pela educação, as portas se abrem para todos, independentemente do ‘famoso QI’.
Atualmente, com tantas motivações, porque a educação pública brasileira padece?
Falta de vocação para o magistério? Crianças sem rumo? Pais interferindo (mal) nas atividades docentes? A escola tem que cumprir deveres de pais negligentes? Poucos dias, realmente, letivos? Muitos preenchidos com atividades e esportes mal orientados. A Educação Física sempre foi a alma de amor pela escola. Basta um bom programa, como muitas escolas apresentam.
Cérebros não são máquinas, nem computadores. Nem, tampouco, celulares. Liga e pronto. Pobres jovens. O aprendizado se inculca, paulatinamente. Por isso, o ensino é seriado. Com muita informação, o cérebro embola. A prova disto mostra os desvios emocionais quando o cérebro é mais exigido: vestibular, concurso, monografia, dissertação, tese. Daí os pais corroboram: pobrezinhos (as) estão tão fraquinhos!
Senhores pais e professores, não abram mão de exigências na educação. ‘Uma nação se faz com homens e livros’, Monteiro Lobato.
Água mole...
 

Médica

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