19/06/2018 às 11:38
VAI QUE É SUA

Não! Não seria lance futebolístico. Embora, no momento, poderia passar pela cabeça de toda a delegação brasileira confabular a mesma linguagem.
Impulsionada pela indústria farmacêutica, a medicalização tomou conta das cabecinhas desinformadas da população. Ora, há doenças e doentes. Tratar a doença, com esquemas mirabolantes não seria regra geral. Condutas medicamentosas para uns, não faz efeito para outros. Cada doente traz sua carga genética pré-estabelecida. Além disso, ocorrem fenômenos sociais, ambientais e comportamentais.
Levar a vida, desregulamente, conduz a doenças geradas pela própria pessoa. O ‘doente’ fabricou, por condutas errôneas, a própria patologia.
O exemplo mais vivenciado trata da obesidade. Comer, comer nem sempre conduz a resultados do ‘bem nutrido’. A satisfação do comer traduz morbidez na esfera psicológica. No momento, o alimento, mal orientado, não leva a doenças em curto prazo. Talvez mal estar gástrico, mau funcionamento intestinal, ‘ataque de fígado’. Com o passar dos anos, a obesidade mostra a sua cara, carregando as suas consequências. Hipertensão, diabete, má circulação, dores musculares e articulares, cansaço, falta de ar, dor nas pernas. No andar da carruagem para o infarto é um passo. E dá-lhe medicações e via-sacra a médicos, nutricionistas e outros. Vai que a bola é sua!
Além de maus hábitos alimentares, o sedentarismo desta geração está contribuindo para o aumento de doenças cardiovasculares. A idade passa. E como!
São coisas simples que devem ser ensinadas para uma boa saúde. Alimentação, atividade física e cabeça pensante.
Com a proliferação de celulares e Cia está condicionando pessoas preguiçosas, cerebralmente. A dependência desta ‘droga’ atinge crianças, jovens, adultos e até senis. E a indústria de celulares agradece.
Colocar a própria saúde na mão dos outros é temerário. Falta profissionais, alto custo de exames complementares, medicamentos não disponíveis. Enfim surgem precedentes desnecessários; SE cada individuo olhasse o próprio umbigo se teria menos doentes e doenças.
Doenças raras SÃO RARAS.
Vai que a vida é sua. A era Taffarel já foi.

 

Médica

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