18/07/2018 às 17:09
Além dos limites

 

 

            Fica-se pequenino, ou melhor, micro, perante a grandeza de exemplos oriundos da Tailândia.

            Ah! ‘Javalis Selvagens’!

            Feche os olhos por quinze minutos. Imaginem esta escuridão por longos dias, longe de tudo e de todos. E o local? Breu total. Cobras? Mosquitos? Morcegos? Aranhas? Tudo duvidoso. Pior que o tempo das cavernas onde o homem se adaptava, vendo também a luz do dia. O sol nascer. A noite finita.

            Remonta-se à filosofia oriental. O valor da meditação. O técnico do time de futebol, ex-monge budista, introduzia a meditação como forma das horas, dias passarem. A esperança os movia. A fé os fortificava. Um Ser Supremo os protegia. O respeito a outrem. A vida física por um fio. A vida espiritual como uma longa toalha tecida a cada minuto com respiração de cada um. Não jogaram a toalha. O mundo orava.

            As forças interiores chegam até nós, ocidentais, onde o corpo, a beleza externa sobrepuja a do espírito.

            Reclama-se de tudo, por todos os cantos. Governo. Vizinhos. Parentes. Companheiros(as). Professores. Profissionais. E por aí vai. Como se é pequenino!

            Em serviços de emergência de saúde, acompanhantes querem assumir comandos. Não ajudam. Atrapalham. Exigem explicações, quando no momento, o mais importante é o paciente ser atendido nos seus sinais vitais. Familiares invadem recintos, sem a mínima parcimônia, e, ainda cheios de razão. ‘Direitos humanos. Justiça!’. Que pequenez humana!

            Os pré-adolescentes javalis, ao serem resgatados, foram levados a serviços hospitalares sem nenhum contato com familiares. Imaginem no nosso meio! E a cada resgate, todos celebravam a vitória das equipes profissionais, sem sequer saber se o filho estava a salvo.

            Uma lição de vida, heroísmo ao povo brasileiro. Também ao mundo.

            Muitas crianças e adolescentes exigem de seus pais, aquilo que eles não podem proporcionar, e ainda geram um clima de ‘sofrimento’. Que pequenez!

Levem seus filhos para um dia de caverna, longe de todos e observe a conduta ocidental deles. Não precisa isto. Basta educá-los no respeito aos outros. Uma meditação diária seria bem-vinda.

            Siga um pouquinho dos ‘Javalis Selvagens’. Faça a vida valer a pena.

            Cultue o espírito. 

 

 

Médica

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