24/07/2018 às 10:51
AINDA SE ENCONTRAM

 E muitos. Jovens pra frente, perscrutadores de dias melhores, com muito brilho no olhar, sonhos, sorrisos, puros.

         Não dá para entendê-los? Se adulto se autodefine como dono da razão, porque acha difícil compreender as aspirações, o grito de guerra juvenil, a subida de degrau a cada conquista?

         Os familiares adoram procurar doença para justificar condutas meramente juvenis. A etapa da adolescência é a mais saudável de todas. Saúde brota no meio juvenil.

         Existe depressão? Sim. Existe ansiedade? Sim, sendo mais comum que a anterior. Um exemplo típico decorre da passagem da adolescência para a vida adulta. Inicia no último ano do Fundamental ao transpor para o Médio. Surgem dúvidas, tanto meninos como meninas. No feminino, a depressão é mais comum, segundo algumas estatísticas (Adolescência Saúde, 2015). Os questionamentos nesta passagem são múltiplos. As saídas são inúmeras. Obstáculos reais ou imaginários. Vai terminar o ‘oba oba’ do Fundamental.

         É comum as turmas de 1º ano do Curso Médio iniciarem com grande número de matriculados, faltando vagas em muitos estabelecimentos. No final do ano letivo, quantos ficaram pelo caminho! Terceiranistas do Médio são reduzidos.

         No meio desta balbúrdia toda de desistências, desencontros, problemas socioeconômicos, falta de cobrança de pais (justificativas sem fundamento), ainda há muitos jovens de olhar no futuro, pensamentos coordenados, vontade de ir à luta. Basta abrir o jornal e ler com grande orgulho ‘Medalha de Prata na 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas’ e ver sorridente um jovem do 9º ano da Escola Senador. Pais e professores gratificados. Ainda se encontram estes jovens. Basta estimulá-los e procurá-los. Parabéns aos pais do Estevão e professores da Escola.

         Enquanto adultos se detém na problemática adolescente, outros apostam em jovens saudáveis de corpo e espírito. Negativismo não!

         Em vez de usarem, mecanicamente, o dedinho no celular, metam a mão na química, física, matemática, inglês, história, literatura.... Tornem a vida mais útil, menos fútil.

 

 

 

Médica

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