13/08/2018 às 16:55
RISCO PARA QUEM?

 Existem gestantes e gestações. Baixo, médio e alto risco. A primeira ocorrência, baixo, constitui a maioria das gestações. Com o desenrolar da gestação, pode passar para médio e alto risco. Muitas já iniciam com alto risco.

         Durante o Pré-Natal – pelo menos seis consultas – vão aparecendo sintomas e sinais que permitem alternância de classificação para alto risco.

         O risco ocorre para a gestante, feto e recém-nascido, e, por tabela, toda a família está envolvida (ou deveria estar!).

         O objetivo da gestação de alto risco é de chegar a um final feliz para todos os envolvidos. Muitas vezes não se consegue, embora o empenho de todos.

         Quais as gestações de risco? Embora existam diferenças regionais, os riscos se alteram devido a situações sócio-econômico-culturais.

         Pacientes são atendidas a nível primário. Podem ser encaminhadas a centros especializados, se houver, e, se necessário.

         Segundo Tedesco, modificado, 1999, há quatro fatores para classificar uma gestação de alto risco.

1 – características individuais e condições desfavoráveis: idade menor de 17 e maior de 35 anos; tipo de trabalho; situação conjugal insegura; baixa escolaridade; altura menor que 1,45m; peso menor que 45 kg e maior que 75 kg e dependência de drogas lícitas e ilícitas.

2 - história reprodutiva: morte perinatal, recém-nascido com problemas, abortamento, esterilidade/infertilidade, intervalo interpartal de 2 anos e maior de 5 anos, nuliparidade, multiparidade, hemorragias, hipertensão gestacional, cirurgia uterina anterior.

3 – gravidez atual com problemas: desvio do crescimento uterino, gemelar, líquido amniótico alterado; prematuridade ou gestação prolongada (41 semanas ou mais), peso inadequado, pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, diabetes gestacional, rotura de bolsa prematura, problema com Rh e óbito fetal.

4 – doenças: hipertensão arterial, doenças de coração, pulmão, rim, neurológica, hormonal, sanguínea, infecções, autoimune e ginecológica.

         Importante acrescentar o estado emocional das pacientes e familiares.

         Com um bom acompanhamento da equipe de saúde e apoio familiar, se chega a um bom desfecho. Outras vezes, isto não ocorre.

         Por tudo isto, não deixe para depois a sua gestação, como está ocorrendo principalmente em classes médias e altas. É chamar risco.

 

Obs.: Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde.

Médica

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