18/09/2018 às 10:15
TROPEANDO

 

Baita semana pela frente. Vamos tropear nos salões, nos galpões, nas cozinhas, nas pilchas, na música, nos trotes...

“Casco de mula, berro de boi, tropeando a história pelo tempo que se foi”.

         O tropeirismo se infiltra na história rio-grandense, usando animais como a mula e o cavalo. As carretas surgiram depois, até carregar tropa pelas estradas de ferro no século passado. Neste ano de 2018, se fixa na história do tropeirismo como baluarte de uma terra que não media esforços de seus moradores para entrar nesse vai e vem de tropas e mercadorias.

         “Nosso Rio Grande vem cantar o tropeirismo; E a identidade dos tropeiros deste chão; Ciclos da história, tropas de gado e de mulas; Deixaram marcas nas origens do rincão”.

         Uma miscigenação de troca de conhecimentos foi permeando a formação deste povo do garrão do país. Influenciou de modo direto e indireto a formação do gaúcho, convivendo portugueses, nativos, castelhanos, uruguaios...

         “Pelas pousadas, foram criando raízes, e, nesta saga, começaram as povoações; Cargas de sonhos de Viamão a Sorocaba; Da Vacaria até o caminho das Missões”.

         Vários roteiros fizeram o translado de gado, outros animais num percurso incessante de paradas, reinícios, até o destino de Sorocaba, depois Itapetininga.

         “É o condutor, é o culatreiro, é o capataz; Peonada buena destrinchada na função; Tropeiros guapos que desbravaram caminhos nas comitivas que cruzaram este chão”.

         A organização da ‘tropeada’ obedecia a distintas funçoes; cada um cumpria sua missão com desprendimento. Muitos suores rolaram. Nos descansos não faltavam causos, música, lendas, culinária hoje conhecida como típica.

         “Vai na garupa legendária das tropeadas, esta cultura que o campeiro tropeireou; A culinária, a indumentária e as encilhas e outros costumes que o meu povo aquerenciou”.

         E desta saga de homens valentes, em muares e equinos, canta-se o gaúcho ‘forte, aguerrido e bravo’, tropeando na sua história.

         “Ascende a chama farroupilha e canta forte pelo tropeiro que ajudou na formação; Ele é um pedaço desta herança que faz parte do meu Rio Grande que cultiva a tradição”.

         Lembrar que os 365 dias do ano fazem parte do tradicionalismo com seus CTGs e Departamentos Nativistas espalhados pelo Brasil e pelo mundo. “Tropeando história”, marca tambem esta região missioneira, pois a letra assinalada acima é de autoria do são-luizense Érlon Péricles, bem como música e interpretação, tema da Semana Farroupilha 2018. Ouça a música e tropeie na história...

 

Médica

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