27/09/2018 às 09:20
DE BEM COM A VIDA

 Um espumante foi aberto. Ruído característico. Que estamos celebrando? Ora! A vida! E os cálices se ergueram num som uníssono. À vida!

         É primavera. Tudo são flores. Será?

         Há pessoas que nem sabem as estações do ano. Vivem numa monotonia.  Todos os dias são iguais. Sábado. Domingo. Feriados. Ausência de estímulos para uma sobrevivência feliz. Filhos? “Nem sei onde andam”. “Netos? Tenho?”. Nada as comove. Um detalhe. Apegam-se a medicalização. “Meus remédios não podem faltar”.  As noites precisam ser sustentadas por gotinhas, comprimidinhos. Lembrar que quem não gasta energia, não tem que recompor, pois a noite foi feita para recuperar forças. São pessoas que vivem no EU. Isto se encontra em todas as classes econômicas e culturais.

         O dia está lindo! O sol brilha. O amanhecer e o entardecer deixam suas marcas nas câmeras fotográficas. A chuva veio. A brisa é leve. A lua dá as caras. Estrelas piscam. Uma simbiose do ser humano com a natureza.

         A infância dentro de cada um serena corações. Aliás, o tempo infantil dá a partida para uma vida produtiva.  A criança recebe as linhas para um futuro pescar. A importância do bom convívio familiar carimba o caráter. Marca a existência. O ser acima do ter se aprende em casa e se aperfeiçoa na escola.

         Há pessoas azedas. De mal com a vida. Arre! Problemas todos têm. A maneira de solucioná-los ou encará-los reflete a experiência do viver. Como fazer o azedume retornar à primavera? Às vezes são pessoas que conhecem todos os psicólogos e psiquiatras. Dão verdadeiras sistematizações de ensinamentos na área. Procuram preencher vazios. Ora! Trabalhem! Olhe para o lado. Familiares, vizinhos, conhecidos; procure fazer amigos, parentes clamam por sua visita. Lares sociais, casas de idosos. Jogados e esquecidos por familiares. Faça trabalho voluntário. Ocupar-se não deixa a mente preguiçosa. Ansiosos por aposentadoria. Aí começa a febre dos especialistas.

         A utilidade da vida está no servir. A si mesmo, aos outros, à sociedade. ‘Não posso’! Pode sim! Saia do marasmo. Vá para a vida. Esta te chama. Aí, sim, as flores encantam. Fé! É Primavera. Fique de bem com a vida.

 

 

 

Médica

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