09/10/2018 às 10:05
PARA SEMPRE CRIANÇA

 

 Infância feliz. As probabilidades de um adolescente e adulto encontrarem a si próprio, são mais previdentes. O contrário também é real.

         A infância prenuncia o percurso da vida. O trabalho educativo de pais, escola e comunidade marca esta época.

         Investir na criança, nas suas fantasias, muito bem elaboradas, traduz a serenidade de um psiquismo saudável sem interferências. Grande número de crianças são ‘tratadas’ com psicólogos, ou mesmo, psiquiatras. Onde está a falha? Em adultos mal resolvidos. Muito fácil satisfazer desejos materiais a filhos. O consumismo tomou conta do afeto, do doar tempo, do brinquedo familiar conjunto, do correr, jogar bola, fabricar brinquedos ou mesmo inventá-los.

         Criança não é mercadoria. Troca e venda. Quer isto? Toma. Quer aquilo? Toma.

         A vida prossegue. Príncipes e princesinhas se encontram. Uma pertinaz  concorrência materna e paterna. Avós também entram na roda. Madrinhas  e padrinhos, idem.

         A mera substituição de pessoas e ‘coisas’ marca a infância. Escolinhas e similares tentam preencher vazios. Aí se verifica crianças felizes. Algumas, porém se mantém problemáticas. Descobrir causas não é tão difícil.

         As brincadeiras de infância, podem ser inventadas pela própria criança. Fantasiadas. O amigo oculto.

         O saudosismo de uma infância feliz traz um ‘up’ nesta vida agitada, preenchendo vazios de pessoas, do passado e porque não dizer, de amor.

         Presenteie sim. Mas, brinque também. Quartos saturados de brinquedos, não são sinônimos de ajuste futuro.

         Leia para seus filhos. Toda criança adora ouvir ou, depois, ler estórias infantis. Estimule a leitura. Desenvolve as potencialidades da criança.

         Infância feliz, adolescente tranquilo, nas suas novas descobertas, e adultos responsáveis.

         Num corpo adulto, uma eterna criança feliz. O mundo está precisando disto.

 

 

Médica

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