26/11/2018 às 15:36
SEM RÉ

              Tempo não retorna.

         Seria anti-humano voltar a ter quinze anos.

         Muitas clientes parecem ‘lutar’ para isso.

         A deficiência e, depois, a insuficiência ovariana vai declinando, dentro de um plano esperado. Com este déficit, surgem inúmeros sinais e sintomas desagradáveis, mas suportáveis até certo ponto.

         Alterações menstruais, hipotrofia de órgãos genitais são sinais visualizáveis; fenômenos vasomotores (calorões) são comuns, levando algumas mulheres a lançar mão de medicamentos.

         Muitas felizardas são zeradas em calorões.

         Além disto, a hipotrofia da vulva e vagina dão sintomas dolorosos como ardência para urinar, frequentes cistites, perdas urinárias involuntárias, dispareunia (dor nas relações sexuais). Muitas destas mulheres se tornam reclusas, não frequentando locais públicos, ou mesmo, privados, que, anteriormente, lhe eram agradáveis e costumeiros. Problemas de relacionamento do casal originam frequentes atritos e separações, não justificáveis aos olhos de parentes e amigos.

         A explicação lógica conduz a um entendimento melhor. A uretra terminal (distal), vagina e vulva têm a mesma origem embrionária. Com isto, há receptores hormonais. Quando a menopausa é estabelecida, a deficiência ocorre nestas áreas.

         Soluções têm. Hormônio oral e/ou local. Contudo, o tempo não dá ré. É necessário tratamento contínuo até São Pedro chamar, principalmente o uso local de hormônio ou assemelhado.

         Surgem, ainda, vaginites. São oriundas da falta de lubrificação local. Não pensar em DST.

         Terapias alternativas com medicamentos da flora podem ser usadas para os calorões e ansiedade resultante, porém, não funcionam na atrofia vulvo-vaginal.

         O tempo parece célere. Dar ré somente em carro e notas musicais: dó, ré, mi...

 

 

Médica

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