04/12/2018 às 10:05
QUE DROGA!

 

 Puxa! Como as substâncias nocivas estão impregnadas na sociedade! Isto a torna, no contexto, refém de múltiplas atividades comandadas por elas. E lá vai corrupção, dinheiro e, principalmente, afetando a saúde individual e coletiva.

         Na família quando um membro utiliza drogas ilícitas, ou até mesmo, lícitas (álcool e tabaco), toda a conjuntura fica fragilizada. É um sofrimento diário. Que droga!

         Quando surge uma gravidez, tudo complica. O pobre concepto já nasce sofrido.

         A própria gestante manifesta taquicardia, hipertensão, arritmia e falência do músculo cardíaco. A placenta se torna deficiente, reduzindo a vascularização, provocando malformações fetais, partos prematuros (com todas as suas complicações), baixo peso, diminuição do perímetro cefálico e da estatura, influência negativa no desenvolvimento cerebral, anormalidades dos lábios, renais e gastrosquise (vísceras exteriorizadas).

         No uso da cocaína e derivados (merla e crack) o sistema nervoso central do concepto pode ser afetado, também, após o nascimento. Surge irritabilidade, diminuição do sono, diarreia, vômito, escoriações na pele. É um estado passageiro.

         As usuárias, geralmente, não usam uma droga isolada, acrescenta álcool, fumo, a gestação não é planejada, somando, ainda, a presença do HIV.

         Os abortamentos são mais constatados com o uso do tabaco.

         Além da gestação não programada, se observa má alimentação, pré-natal mal feito, DST, e, ainda, problemas emocionais aliados aos motivos que levaram-na ao consumo de drogas.

         As mais usadas são a maconha (primeira no Brasil), cocaína (em forma de crack) e heroína (em Portugal a mais usada).

         Convém assinalar que as complicações orgânicas são comuns em todas as drogas citadas. A mortalidade materna seria o desfecho mais grave de todas as consequências ao uso de cocaína, maconha e heroína.

         E ainda querem liberar (ou legalizar) o uso da maconha! Já estão de bom tamanho as complicações do tabaco e álcool.

         Que droga!

Obs.: dados retirados da Revista Femina – FEBRASGO – vol. 46 – nº01 – 2018.

 

 

Médica

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