21/12/2018 às 15:53
SUFICIENTE & SUPÉRFLUO

 

 

Nem tanto lá, nem tanto cá.

 

            O mundo se encontra insatisfeito. Tudo parece virar comércio. Pessoas são transformers mercadorias. Talvez seja muito pessimismo assim pensar.
O suficiente para alguns, constitui supérfluo para outros.
            Mais e mais. Consumir. Consumir.
            Quando se prepara o Natal, se compila um rol de amigos, até parentes, mais próximos, para ofertar regalos. É o ‘lembrei-me de você’. Esta lembrança encerra gratidão, satisfação a quem doa. Quem recebe fica feliz. A busca da felicidade se encontra dentro de cada um. Ela nunca está completa. Sempre se vai atrás de algo mais. Este algo torna a vida mais útil, mais concreta, mais otimista, irradia serenidade no olhar.
            Ao presentear no Natal, ou em qualquer outra data festiva, observar o suficiente e o supérfluo. ‘Isto que estou doando, vai servir para alguma coisa?’. Vale também para compras diárias, ou planejamento anual.
            Pessoas não estão sabendo viver com o suficiente. Os supérfluos estão superando o necessário. Numa economia doméstica, é uma regra imprescindível. Geladeiras vomitando alimentos já impróprios para o consumo. Quantos não têm o suficiente? Guarda-roupas não fechando portas e ainda exclamam: ‘Não tenho o que vestir!’.
            Enquanto o ‘mundo’ transpirar superficialidade, vai continuar o refrão: ‘Poucos têm muito e muitos têm pouco’. Acrescenta-se: ‘outros nada’. Gangorra econômica desativada.
            Semear espírito natalino deveria ser uma constante na vida de pessoas altruístas.
            Descartar o supérfluo, em boa hora, firma o pontapé inicial para uma vida mais plena. É o desapego de roupa não mais usada, do sapato, bolsa, lençóis, pratos, panelas e por aí vai indo. Fácil. Basta agir.
            Neste Natal, pratique o desapego.
            O suficiente marca alegria, bem-estar, leveza de espírito.
           
 
            Carga pesada? Xô!
 
 
 
 
 

Médica

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