28/07/2014 às 10:17
Dunga não é o ideal

Escolhendo Dunga como novo técnico da seleção brasileira para a missão de preparar a equipe para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a CBF nega a discussão profunda do futebol brasileiro. O Brasil perdeu por 7x1 da Alemanha na semi-final da Copa do Mundo, certamente algo de errado aconteceu e está acontecendo. Podemos chegar à conclusão que foi por um erro tático, como disse Marco Polo Del Nero - vice-presidente da CBF - também podemos concluir que foi um apagão– palavra que o Felipão e os jogadores tanto gostam – mas, em meu pensamento, é muito mais do que isso. Precisamos de uma discussão profunda do futebol brasileiro. Começando por como comandamos nossa principal referência, a seleção brasileira.
Com a eliminação da seleção brasileira e o pensamento de mudança na mente do torcedor brasileiro, a principal hipótese era de contratar um treinador e comissão técnica estrangeira para mudar profundamente a maneira como administramos e gerenciamos o nosso futebol e a seleção brasileira. Mas, apenas três dias após a eliminação a CBF anuncia o ex-goleiro e agora também ex-agente FIFA Gilmar Rinaldi como novo Coordenador de Seleções. Como podemos mudar se ao invés de olharmos para fora, onde o melhor futebol do mundo está sendo apresentado e os melhores jogadores do mundo estão jogando, olhamos para dentro? – mais aproximadamente para a Federação Paulista de Futebol, a qual Gilmar faz parte.
Em seu último trabalho na seleção brasileira, Dunga montou uma equipe baseada e seus conceitos pragmáticos, fechada e sem grande repertório. Um grupo marcado por muita lealdade e comprometimento. Chegou a balançar no cargo, mas embalou e levou a equipe para a Copa do Mundo como campeão da Copa América e da Copa das Confederações. Nas quartas-de-final, fez um bom primeiro tempo contra a Holanda, mas um desastroso segundo tempo. Quando precisou olhar para o banco e ver as opções para mudar o jogo se deparou com Kléberson, Júlio Baptista e Grafite. O exército de Dunga perdeu para a Holanda, que não precisou demonstrar muito esforço.
Optando por Dunga, a CBF não lhe dá uma estrutura de trabalho e não traça grandes planejamentos. Apenas diz: “vá, e faça seu melhor”. O que dizer sobre isso? Mesmas medidas, mesmos profissionais, mesmos resultados.
 

Acadêmico de Jornalismo - UNIJUÍ.

Email: vitorvwjornalismo@hotmail.com

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