03/10/2017 às 15:34
Em assembleia estadual CPERS decide pela continuidade da greve

Com oito mil professores presentes no Gigantinho, em Porto Alegre, com forte representação de todo o Estado, categoria recuperou a grandeza de seus movimentos reivindicatórios. Para essa assembleia, delegações do interior viajaram em 380 ônibus especiais, com o apoio dos Núcleos do CPERS em todo o Estado.

Em assembleia estadual CPERS decide pela continuidade da greve
Viviane Cattelan, Solange Battirola e Jover Marchi Nascimento, na redação de A NOTÍCIA, segunda-feira Crédito da foto - José Grisolia Filho/AN

O CPERS participou ontem, terça-feira, de nova mobilização em frente a Assembleia Legislativa do Estado, juntamente com outras categorias do funcionalismo público estadual, contrários à votação de PECs – Projetos de Emendas Constitucionais – que no entender dos servidores, não atendem aos seus interesses, porque estariam reduzindo conquistas, como a divisão do IPE em duas autarquias – Saúde e Previdência, fim da licença-prêmio e do 13º salário, entre outros benefícios.
O 33º Núcleo do CPERS, com sede em São Luiz Gonzaga e abrangência regional, já tinha estado sexta-feira em Porto Alegre, com representação de 42 professores, que viajou em ônibus especial, a fim de participar de assembleia geral no gigantinho, que decidiu pela continuidade da greve da categoria, que não concorda com o parcelamento nos salários e não aceita o pagamento em datas diversas, a partir do menor para o maior.
Estavam presentes na assembleia do CPERS, oito mil professores, sendo que do interior, estavam presentes representações de todas as regiões do Estado, que viajaram a Porto Alegre em 380 ônibus especiais. Nessa assembleia, a entidade recuperou a grandeza de seu movimento reivindicatório, que nos últimos anos vinha perdendo parcialmente sua expressividade em função da falta de resultados para seus pleitos. O melhor resultado dessa assembleia, segundo dirigentes, foi a recuperação de sua capacidade de mobilização.
Encerrada a assembleia, os professores dirigiram-se ao Largo Glênio Peres, a fim de participar de um Movimento Unificado dos servidores do Estado, de onde partiram em caminhada até o Palácio Piratini, sede do Governo do Estado, para realização de ato público, onde foi pedida mais ação de governo no combate à sonegação e na renegociação da dívida do Estado com a União, sugerindo um encontro de contas com o crédito do RS perante o Governo Federal, de R$ 48 bilhões, como resultado da Lei Kandir. Através dessa lei, o Governo do Estado concordou com a isenção fiscal na comercialização da produção agrícola gaúcha, recebendo em troca um valor compensatório de parte do Governo Federal em favor do Estado, que há muito não se realiza. O Governo Federal cobra seu crédito, mas não aceita pagar o seu débito, que seria o necessário para liquidar o que deve o Estado à União.
A comitiva do 33º Núcleo retornou para São Luiz ainda na sexta-feira à noite, aqui chegando na madrugada de sábado, para retornar segunda-feira à noite, a fim de participar de mobilização, ontem, em frente a Assembleía Legislativa, com retorno previsto para a madrugada de hoje.
GREVE EM SÃO LUIZ GONZAGA – Na visita feita segunda-feira a este jornal, o presidente do Núcleo, prof. Joner Marchi Nascimento e as professoras Viviani Cattelan e Solange Battirola, informaram que a greve está sendo retomada nas escolas locais.

 

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