10/10/2017 às 15:07
Inicia em novembro a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Estado

De 1º a 30 de novembro, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SEAPI/RS) realizará a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Estado, onde deverão ser imunizados os bovinos e búfalos de zero a 24 meses de idade, totalizando cinco milhões de animais. A estimativa é de que 300 mil produtores estarão envolvidos neste processo. A meta é atingir uma cobertura vacinal superior a 90%, sendo que na etapa de maio de 2017, obtivemos índices vacinais declarados de 98,92%.
É importante destacar que não há mais doação de vacinas contra a febre aftosa pela SEAPI/RS. Sendo assim, todos os produtores, independente da quantidade de bovídeos que possuam, deverão comprar as doses necessárias para a vacinação do rebanho em casas agropecuárias credenciadas pelo Estado para a comercialização da vacina contra a febre aftosa. Após, deverão comprovar a vacinação através da apresentação da Nota Fiscal de compra e declaração da quantidade de animais vacinados, por categoria, nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária da SEAPI/RS. O prazo máximo para a comprovação da vacinação é de cinco dias úteis, após o término da etapa (07/12). Aqueles que não comprovarem a vacinação, sofrerão sanções, conforme determinação do Decreto Estadual n° 52.434/2015 e terão sua propriedade interditada até a regularização dos procedimentos.
A vacinação é um mecanismo importante para reduzir a disseminação da febre aftosa, levando em consideração que a doença é altamente contagiosa e de rápida dispersão, entretanto não impede a reintrodução do vírus em zonas livres. Por isso outras medidas são importantes para a prevenção, como:
# Adquirir animais através da Guia de Trânsito Animal (GTA);
# Vistoriar o rebanho rotineiramente e isolar animais doentes dos sadios, notificando a Inspetoria a respeito de qualquer animal com sinais compatíveis (babando, mancando, com lesões de boca/focinho/patas/úbere);
# Restringir o acesso de visitantes e veículos estranhos à propriedade e, quando for necessário, realizar a pulverização de rodas e assoalho externo com soluções desinfetantes na entrada e saída, após remoção da matéria orgânica, principalmente em caminhões;
# Restringir contato dos animais da propriedade com aqueles de propriedade vizinhas, na medida do possível;
# Evitar que animais bebam de fontes de água comum a outras propriedades, como de rios, riachos e córregos;
# Adquirir somente produtos de origem animal inspecionados;
# Colaborar com as fiscalizações da Inspetoria de Defesa Agropecuária.
A febre aftosa é conhecida por ocasionar grandes impactos econômicos e sociais nos locais onde ocorre. Os últimos focos no RS foram registrados nos anos de 2000 e 2001 e tiveram como consequências diretas, o sacrifício de mais de 26 mil animais e o gasto de aproximadamente R$ 11 milhões em ações sanitárias para a contenção da doença.  

Fonte: Redação: Coordenação do Programa de Febre Aftosa da SEAPI/RS

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