12/03/2018 às 16:48
Secretaria da Saúde do Estado atualiza números de dengue e febre amarela
Secretaria da Saúde do Estado atualiza  números de dengue e febre amarela
Informes foram feitos durante a reunião do Comitê de Monitoramento em Saúde Pública

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) apresentou na sexta-feira, dia 9, a atualização dos casos da dengue, chikungunya e zika – transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – assim como os dados da febre amarela no Rio Grande do Sul. Os informes foram feitos durante a reunião do Comitê de Monitoramento em Saúde Pública, que reúne órgãos e entidades ligados à saúde e outras áreas com ações relacionadas ao tema.
O secretário João Gabbardo dos Reis relembrou o segundo caso importado de febre amarela registrado no Estado, divulgado na última terça-feira, dia 6. Trata-se de um jovem do sexo masculino, de 19 anos, residente em São Leopoldo. O rapaz esteve em viagem a Minas Gerais, onde há a circulação do vírus silvestre, entre os dias 23 de janeiro e 4 de fevereiro. Ao retornar ao Estado, já apresentava sintomas de febre, calafrios e insuficiência hepática, sendo internado no mesmo dia que chegou de volta, tendo alta no último dia 25 de fevereiro.
Recomendação à vacinação
A SES recomenda que a população mantenha atualizada a sua vacinação contra a febre amarela, prioritariamente para quem circula ou mora junto a áreas de matas ou tem previsão de viagem para esses lugares, dentro ou fora do Rio Grande do Sul. Quem já tomou ao menos uma dose da vacina, já tem imunização suficiente para toda a vida, pois a vacina deixou de ter validade de 10 anos e passou a ser dose única.
Histórico da febre amarela no RS
O Rio Grande do Sul não apresentava casos confirmados de febre amarela desde 2010, quando foi registrado o último importado. Casos autóctones (contraídos dentro do Estado) não são confirmados no RS desde 2009. O Brasil confirmou 846 casos e 260 óbitos no período de 1º julho de 2017 a 6 de março deste ano, distribuídos nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal.
Dengue, chikungunya e zika
Na reunião do comitê, Gabbardo também abordou a situação das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Com apenas um caso (importado, em residente de Teutônia), a dengue apresenta nas primeiras nove semanas do ano (até o dia 3 de março) uma redução significativa em relação aos anos anteriores, quando no mesmo período, já haviam sido confirmados nove casos em 2017, e 541, em 2016. Zika e chikungunya não apresentam, até o momento, casos confirmados no Estado.
Comitê de monitoramento
O comitê de monitoramento foi criado pelo Governo do Estado, com a coordenação da Secretaria da Saúde, para reunir outras secretarias estaduais e outras entidades e órgãos e discutir ações e projetos estratégicos. Na reunião desta sexta-feira, estiverem presentes representantes do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), das secretarias estaduais da Educação; do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos; da Fazenda; e da Segurança Pública. Além deles, participaram ainda, os representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), Sindicato Médico do Estado (Simers), Casa Civil e Defesa Civil do Estado. 

Fonte: SES

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