12/05/2018 às 10:56
Prefeitura de Santa Maria foca na fiscalização de alimentos para evitar novos casos de toxoplasmose

Origem da contaminação do maior surto do Estado ainda não está definida

Na manhã de sexta-feira, dia 11, feirantes, produtores rurais, agricultores, supermercadistas e demais representantes do ramo alimentício de Santa Maria e região participaram de uma reunião de trabalho promovida pela prefeitura para esclarecer dúvidas a respeito do surto de toxoplasmose na cidade, que já pode ser considerado o maior do Estado. 
A ideia era orientar o segmento das formas de prevenção e cuidados necessários com os alimentos, além de fazer um alerta ao setor, já que a fonte de contaminação ainda não foi identificada.
- Cada um tem que fazer a sua parte, é uma responsabilidade de todos aqui reunidos, não só da prefeitura ou de órgãos de fiscalização. A situação é de saúde pública e afeta todo o nosso setor econômico também. Todas as medidas de prevenção seguem valendo - ressaltou o prefeito, Jorge Pozzobom.
Durante o encontro, que ainda teve a participação do vice-prefeito, Sergio Cechin, da secretária de Saúde, Liliane Mello Duarte, e profissionais da Vigilância em Saúde, o Executivo anunciou a destinação de R$ 100 mil para o Programa Municipal de Desenvolvimento Rural, com o objetivo de prestar auxílio aos pequenos agricultores que ainda não estão legalizados. A proposta é orientar esses produtores quanto às exigências sanitárias e evitar a clandestinidade.
- A prefeitura apoia e estimula o produtor a fazer mais e melhor. São alternativas de prevenção, segurança e saúde. É de nosso interesse oferecer alternativas de produções para esse produtor manter a renda - comentou o secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto.
 
FISCALIZAÇÃO
Outro assunto abordado durante a reunião foi a questão da fiscalização e o trabalho das instituições em vistoriar os ambientes de produção de alimentos, com o objetivo de inspecionar as condições sanitárias e garantir que os produtos cheguem ao consumidor com qualidade. De acordo com Menna Barreto, existem 4.667 estabelecimentos cadastrados na cidade que desenvolvem atividades ligadas ao ramo alimentício.
A promotora Jocelaine Dutra Pains, que faz parte do Grupo de Combate ao Abigeato e Comércio Ilegal de Alimentos, ressaltou a importância da fiscalização constante e dos cuidados a serem tomados:
- As normas não existem para prejudicar o comerciante, elas existem para proteger os consumidores. É o momento de responsabilidade conjunta, de quem produz rever seu processo, tentar melhorar as práticas. Temos que manter a cultura de seguir a regra, pois ela existe por uma questão de segurança e saúde. 
 
(Fonte: Diário de Santa Maria)
 

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