04/08/2018 às 09:14
APERTE O PLAY - Carlos Garcia

Nazareth: 50 Anos de Resistência

 Em meio às mudanças do cenário musical e de sua própria formação, sendo que a mais recente e mais profunda, foi a saída do vocalista, Dan McCafferty, em 2014, por problemas de saúde, o Nazareth completa este ano, meio século de história. O quarteto escocês de Hard Rock, cujo embrião foi o Shadettes (banda criada por Pete Agnew), foi fundado em 1968, por Dan, Manny Charlton (guitarra), Pete Agnew (baixo) e Darrel Sweet (bateria), teve seu auge nos anos 1970, período em que lançou seus maiores clássicos, destacando o terceiro álbum, “Razamanaz” (1973), com o qual figurou no top 10 das paradas britânicas, e depois, em 1975, “Hair of the Dog” definitivamente levou os escoceses a status de banda reconhecida internacionalmente. Músicas como a faixa título e a versão para “Love Hurts”, dos Everly Brothers, impulsionaram o disco e a carreira da banda, que chegou a vender mais de um milhão de cópias só nos EUA.

Os anos seguintes também foram produtivos, com álbuns como “No Mean City” e “Malice in Wonderland”, e nesses dois contaram com um segundo guitarrista, Zal Cleminson (Alex Harvey Band), além de também adicionarem mais teclados ao seu som. Mais algumas trocas de integrantes, discos abaixo das expectativas, e contrato não renovado com a gravadora, no meio dos anos 1980 até meados de 1992, a banda dá uma parada, sendo que somente havia tido um maior sucesso comercial com a balada “Dream On”, do álbum “2XS” (1982). Retornam com o disco “No Jive” (1992), que também não teve bons resultados. Em 1999, já com o atual guitarrista, Jimmy Murrison, lançam “Boogaloo”, tentando retornar aos bons momentos, mas passa por uma grande perda, com a morte do baterista Darrel Sweet, aos 51 anos, por causas cardíacas. O filho do baixista, Pete Agnew, Lee, assume a bateria, e após uma nova parada de quase uma década, o Nazareth resiste e retorna com seu 21º álbum, “The News” (2008), coincidindo com seu aniversário de 40 anos.

Em 2011 e 2014, lançam “Big Dogz” e “Rock and Roll Telephone”, sendo que este último, marca a despedida do vocalista Dan McCafferty, e frente as dúvidas de que a banda continuaria sem a voz original, que marcou os seus maiores êxitos, eles seguem resistindo, e com as bênçãos do próprio Dan, recrutam para os vocais, o seu conterrâneo, Linton Osborne. Porém, devido a complicações causadas por um vírus que contraiu, Linton fica impossibilitado de seguir com a banda, e, em fevereiro de 2015, anunciam o excelente e experiente Carl Sentance (Persian Risk, Geezer Butler Band, Dario Mollo’s Crossbones), com o qual lançarão este ano, comemorando 50 anos de banda, o álbum “Tattooed on My Brain”, pela gravadora italiana Frontiers Records, especializada em Classic Rock, a qual, juntamente com o novo vocal, com certeza dará fôlego renovado ao grupo, porém, com certa apreensão dos fãs mais conservadores, pois sempre é delicada a troca de um vocalista, ainda mais aqueles que são considerados uma marca registrada de uma banda. Aguardemos os próximos capítulos da história destes dinossauros do Hard/Classic Rock.

 

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