24/05/2019 às 16:41
Kátia Bogéa, presidente do IPHAN, visitou a Região das Missões
Kátia Bogéa, presidente do IPHAN, visitou a Região das Missões
Kátia com os prefeitos missioneiros
A presidente do IPHAN, historiadora Kátia Bogéa, visitou os quatro Sítios Arqueológicos da Região das Missões. A visita técnica foi imprescindível para que a presidente e sua equipe pudessem fazer uma avaliação quanto a necessidade de revitalização e reforma nas instalações e infraestrutura de recebimento dos visitantes, em cada um dos sítios que conservam vestígios que ajudam a desvendar nosso passado, e que são os principais testemunhos da presença dos Padres Jesuítas e Índios Guarani que aqui viveram uma experiência única, e que serve de modelo para o mundo inteiro, de uma civilização baseada na integração, união, uma “Terra Sem Males”.
 
 
A comitiva que acompanhou a presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, durante sua visita às Missões, foi integrada pelo diretor de projetos do IPHAN, Robson Almeida, a coordenadora Técnica do IPHAN/RS, Sandra Petri, o superintendente do IPHAN/RS, Airton Morais, e pela chefe do Escritório do IPHAN de São Miguel das Missões, Adriana da Silva.
 
 
Baseado no que foi constatado, o IPHAN decidiu fazer uma revitalização parcial e imediata em alguns itens que deverão ser licitados em aproximadamente sessenta dias. Paralelamente, será elaborado um projeto maior e mais amplo para atender os Sítios de São Miguel Arcanjo, São João Batista, São Lourenço Mártir e São Nicolau, com investimentos em torno de R$ 10 milhões, onde serão realizadas ações de revitalização, consolidação e ampliação das estruturas, construção de centro de interpretação, sinalização externa e interna e projetos de iluminação artística. Pela primeira vez na história, um presidente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) fez visita os quatro sítios da Região das Missões.
 
 
Além de todas essas notícias de investimentos na região, Kátia Bogéa apresentou aos Prefeitos Missioneiros, o Programa recém lançado pelo instituto, chamado "Patrimônio + Turismo". Apesar de ser a menor região brasileira em extensão territorial, o Sul oferece esse inventário plural de bens culturais que será divulgado, valorizado, promovido e debatido coletivamente entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e seus parceiros, em 2019. Nesse sentido, foi lançada em fevereiro, em Porto Alegre, a campanha Patrimônio Cultural do Sul: Turismo Cultural como ativo para o desenvolvimento das cidades históricas. Com o foco nesse patrimônio e dando prosseguimento à proposta do Iphan de levar o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade para todas as regiões do Brasil, este ano, a maior festa do Patrimônio Cultural Brasileiro será em Porto Alegre, no mês de outubro. A região também vai abrigar o lançamento da Revista do Patrimônio, publicação editada pelo Iphan desde 1937 e uma das revistas institucionais mais antigas e respeitadas do país.
 
 
Como pano de fundo dessas ações, o Patrimônio Cultural do Sul reflete a diversidade dos mais de 28 milhões de habitantes dos três Estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cada povo que ajudou a construir essa parte do território brasileiro trouxe consigo sons e ritmos, sabores e saberes, cantares e falares, que são retratados em cada um dos sítios arqueológicos cadastrados, das edificações tombadas, dos bens registrados e das 13 cidades históricas protegidas pelo Iphan nesta porção do país. O conjunto de bens e manifestações culturais protegidos em todo Brasil possui grande potencial turístico que, objetivamente trabalhado e qualificado, pode despertar, em cada cidadão, o desejo de explorá-lo e a responsabilidade de preservá-lo. É com esse olhar que o Iphan mais uma vez tem o futuro como meta e, em 2019, busca atuar também com uma forte parceria com o Ministério do Turismo, visando implementar ações que incentivam o turismo cultural.
 
 
Além disso enfatizou a importância do Sítio de São Miguel Arcanjo para a história do trabalho realizado pelo IPHAN, cabendo ressaltar que foi o primeiro tombamento realizado pelo IPHAN em 1938, e teve o reconhecimento da UNESCO se tornando Patrimônio Cultural da Humanidade em 1983, sendo o único no Sul do Brasil com essa distinção. (Assessoria de Imprensa da AMM – Associação dos Municípios das Missões)

    

 

 

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