06/02/2014 às 15:45
Tarso critica discurso de Mantega e mantém confiança por mudança no indexador da dívida

Plenário do Senado adiou votação do projeto para abril


O Plenário do Senado decidiu nessa quarta-feira adiar a votação do projeto de lei (PLC 99/2013), que muda o indexador da dívida dos Estados. A decisão teria sido motivada por um apelo do ministro da Fazendo, Guido Mantega, que alegou o impacto fiscal com sua eventual aprovação. Nesta quinta, o governado Tarso Genro criticou o discurso do ministro .


“Os argumentos do Guido Mantega são totalmente vazios. Essa atitude colabora para uma visão de que o governo não está seguro sobre políticas econômicas e financeiras que está desenvolvendo. Um país que tem R$ 350 bilhões de reservas é um país sólido, bem posicionado e que tem condições de ter sua própria agenda econômica e política”, declarou em entrevista à Rádio Guaíba.

Tarso ressaltou que o Estado está unido na busca pela aprovação do projeto. “O Rio Grande do Sul está muito unido, com todos os parlamentares, deputados senadores e até a Assembleia Legislativa em torno do projeto. Agora a nossa expectativa é que os senadores cumpram com suas palavras e votem até a metade de abril. Nós não perdemos a energia política. Vamos tentar mostrar que estes argumentos para não votar depõem contra o próprio governo e ajudam a ter uma visão de instabilidade e insegurança”, completou.

Tarso Genro também rechaçou que a presidente Dilma Rousseff seja contra a aprovação do PLC 99/2013. “Cada ministro tem sua parte de responsabilidade em relação ao governo (federal), nós não recebemos nenhuma orientação de que não era para votar. O governo nos informou desde sempre que se o Senado quisesse votar era para votar, mas não ia fazer pressão para que isso acontecesse, pois ia parecer que teria algum interesse para a aprovação imediata. Foi muito surpreendente essa movimentação do ministro, certamente com boas intenções, com preocupação no cenário internacional, mas que na minha visão não tem nenhum fundamento”, finalizou.

Guido Mantega foi ao Senado para impedir votação da proposta

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi ao Senado nessa quarta-feira para convencer os parlamentares a impedir a votação da proposta. Obteve o adiamento da apreciação no plenário após um tenso encontro que contou com a participação de líderes partidários e de governadores de três estados que se beneficiariam com a troca do fator de correção: Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, e Teotônio Vilela (PSDB), de Alagoas.

"Qualquer ato ou qualquer lei que possa dar a entender o não cumprimento desses compromissos de melhoria fiscal não deve ser aprovado", disse Mantega, ao destacar que a decisão não significa o enterro do projeto. O ministro observou que, embora o projeto não cause nenhuma despesa no curto prazo, pode causar impacto no futuro nas contas públicas.

 

Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba
 

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