12/03/2018 às 15:44
Oito países da América registram casos de sarampo
Primeira do mundo a ser declarada livre do sarampo, a América agora tem oito países com notificação da doença. Em 2017, eram quatro. Foram 185 casos só nos três primeiros meses de 2018, diz a OMS (Organização Mundial de Saúde). No mesmo período de 2017, a OMS registrava 22 casos (mas muitos casos na Venezuela ainda não tinham sido confirmados).
Nesse ano, a Venezuela puxa maior a parte das notificações, com 159 delas. Em seguida, estão os Estados Unidos, com 11 casos. Depois, vem o Brasil, com oito casos importados da Venezuela. Os outros 5 países com casos são: Antígua e Barbuda (1 caso), Canadá (3), Guatemala (1), México (1) e Peru (1).
Em 2017, a região apresentou 272 casos confirmados no total: Argentina (3), Canadá (45), Estados Unidos (120) e Venezuela (104).
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os casos em Antígua e Barbuda e na Guatemala foram importados, respectivamente, do Reino Unido e da Alemanha. Os casos no Canadá e nos Estados Unidos também são importados ou associados à importação.
A Europa enfrenta um crescimento vertiginoso do vírus, com um aumento de 400% em 2017. Analistas acreditam que imunização falha e a onda antivacina puxam o surto. Já na Venezuela, a entidade aponta que 82% dos casos confirmados foram registrados no estado de Bolívar, com a maior parte deles no município de Caroni. Em crise econômica, o país enfrenta inúmeros problemas em seu sistema de saúde, como a falta de medicamentos.
Casos no Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, todos os oito casos ocorreram em Roraima e em venezuelanos que não tinham tomado a vacina na Venezuela. Há uma campanha de vacinação anti-sarampo no Estado, que vai até o dia 10 de abril.
O público-alvo é a população não vacinada, na faixa etária de 6 meses a 49 anos de idade, que vive atualmente no Estado.
Sarampo é altamente contagioso
O sarampo é uma doença causada por um vírus, de transmissão respiratória. Os sintomas começam a aparecer em 12 dias e incluem manchas avermelhadas na pele, febre, tosse e mal-estar. Em situações mais graves, pode levar à pneumonia, à cegueira, à inflamação do cérebro e até mesmo à morte. Por ser altamente contagiosa, é necessária uma excelente cobertura vacinal (95%) para conter o surto.
Certificado de eliminação
Em 2016, toda a região da América, inclusive o Brasil, recebeu certificado da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) de que estava livre da doença. Foi a primeira região do mundo a receber o certificado, em uma batalha que se estendeu por décadas.
A vacina contra a doença está disponível desde 1963 e é administrada em duas doses: uma aos 12 meses e a outra após três meses. A OPAS estima que atualmente 20,8 milhões de crianças ainda não tiveram sua primeira dose da vacina contra o sarampo.
(Fonte: Ministério da Saúde)
 

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