28/06/2013 às 09:04
A eficácia do aquecimento de soros para os pacientes

Técnica da Secretaria Municipal da Saúde informa quanto aos benefícios do aquecimento de soro no processo de cicatrização de feridas e os benefícios do soro que pode ser aquecido na caixa
A utilização das caixas de aquecimento de soro, através de estufas com lâmpadas incandescentes, é um recurso utilizado para melhorias na eficiência de tratamento de feridas. Segundo a enfermeira Águeda Martins Balbé responsável técnica da Secretaria Municipal de Saúde, lotada na Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), a utilização das estufas com lâmpadas para aquecimento foi sugerida em 2008, em curso promovido pelo Conselho Regional de Enfermagem – COREN. Na época, o curso de capacitação, direcionado aos trabalhadores da enfermagem, tratou sobre o tratamento de feridas, quando foram apresentadas as caixas de aquecimento de soro e sua eficiência.
A palestrante no curso de capacitação em 2008, a perita em Estomatologia e Tratamento de Feridas nomeada pelo COREN e membro do Grupo Técnico de Curativos da Prefeitura de Porto Alegre, Ana Cristina Beust da Silva, explanou aos profissionais da Saúde presentes no curso as diferentes maneiras de tratar feridas e, neste sentido, citou as caixas com lâmpada como um meio eficiente para a aquecimento do soro que favorece a recuperação dos tecidos.
AQUECIMENTO DE SOROS - De acordo com a enfermeira da SEMSA, “é sabido que a divisão celular no organismo humano ocorre à temperatura fisiológica de 37°C. Por conta disso, a ferida, após a limpeza, demanda de 30 a 40 minutos para retornar a essa temperatura e de três a quatro horas para atingir a velocidade normal de divisão celular. Portanto, para preservar o processo celular, é importante manter a temperatura em torno de 37°C, o que exige o uso de solução salina isotônica aquecida, para se evitar a redução da temperatura no leito da ferida”, salienta Águeda, que obteve esta informação nas diretrizes para o tratamento da úlcera venosa. A enfermeira também explanou que existem diferentes maneiras de aquecer o soro para tratamento de feridas.
Em contato com a enfermeira Ana, a mesma afirma que “não existe na literatura consenso quanto à melhor maneira de aquecer o soro, uma vez que, em nosso país, as estufas de temperatura controlada e os sistemas de aquecimento de fluídos são ainda inacessíveis à maioria das instituições. Portanto, podemos citar que são utilizadas as estufas secas, microondas e as caixas com lâmpada incandescente, estas últimas também conhecidas como chocadeiras, sistema este que é utilizado em várias instituições”. A opção por este modelo deve-se, portanto, ao treinamento que os profissionais receberam por pessoa devidamente capacitada e oferecido pelo COREN.
EFICIÊNCIA DAS CAIXAS – Segundo Águeda, a SEMSA conta hoje com 10 caixas para fazer aquecimento do soro para curativos. Além de seu aquecimento ser gradativo, com a utilização de lâmpada de 60 watts e que pode ser medida com o uso de um termômetro de mercúrio, o controle da temperatura pode ser eficaz se for usado o termômetro para o controle da temperatura ambiente para, desta forma, aquecer os soros em seu interior. Águeda ressalta que “dentro da Política de humanização da Assistência à Saúde, criou-se um novo olhar sobre o atendimento com o usuário e, para isto, é preciso implantar os conhecimentos que são adquiridos em capacitações” finaliza a enfermeira. (Pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Luiz Gonzaga)


 

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