01/11/2013 às 14:01
Cartão do SUS é obrigatório a todos, mesmo para quem possui plano de saúde

Hospital de São Luiz só atenderá no plantão a quem tiver o cartão


O uso do Cartão Nacional do SUS por todos os brasileiros é uma estratégia para integrar os cadastros do SUS e da Saúde Suplementar, proporcionando melhorias na gestão da saúde no país, como o ressarcimento ao SUS pelos atendimentos prestados na rede pública aos beneficiários de planos de saúde. Para o cidadão, o número do Cartão do SUS possibilitará o registro eletrônico único nas bases de dados dos hospitais públicos e privados, bem como nos planos de saúde.
ACESSO - Por determinação do Ministério da Saúde, através da Portaria nº 763 de 1º de março de 2012, para todos os atendimentos médicos, consultas, exames ou quaisquer Procedimentos é obrigatório a apresentação do Cartão do SUS. O Cartão do SUS é um documento projetado para facilitar o acesso à rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e conter dados sobre quando e onde o paciente foi atendido, quais serviços foram prestados e por qual profissional e quais procedimentos foram realizados.
OBJETIVOS - Os objetivos do Sistema Cartão Nacional de Saúde são organizar e sistematizar dados sobre o atendimento prestado aos usuários; dotar a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) de um instrumento que facilite a comunicação entre os diversos serviços de saúde; fornecer informações sobre uma pessoa usuária do SUS em qualquer ponto do País; e gerar dados confiáveis e atualizados que permitam planejamento e intercâmbio de conhecimento para subsidiar a elaboração e execução das políticas públicas de saúde.
COMO FAZER - O cadastro é feito em hospitais, clínicas e postos de saúde ou locais definidos pela secretaria municipal de saúde, mediante a apresentação de RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento. Seu uso facilita a marcação de consultas e exames e garante o acesso a medicamentos gratuitos.

 

 

Internautas dão sua opinião
sobre a utilidade do Cartão


Para saber se as pessoas já tinham o Cartão do SUS e se já o teriam utilizado, A NOTICIA realizou uma enquete via Facebook, para saber opinião dos internautas. O médico José Renato Grisolia observa que “infelizmente, o prontuário eletrônico, que era para haver na parte superior do formulário, nunca me foi disponibilizado quando atendo os pacientes, pelo menos em São Luiz Gonzaga. Pelo tempo em que vigora o Cartão, está muito atrasada sua finalidade. Além disso, tem muita gente que ainda não possui o seu”. O autônomo Guilherme Marques disse que “eu tenho plano de saúde particular, mas quando vou fazer uma consulta, meu plano pede o número do Cartão do SUS, não sei porquê. Quando fui fazer o meu Cartão do SUS, fui muito mal atendido, sem falar que tive que ir duas vezes lá, para terminar de fazer meu cartão”. No entanto, o assessor parlamentar Giovani Damacena Cavalheiro não tem do que reclamar: “Eu já tenho o meu Cartão e já o usei. Não tenho queixas do SUS”.
A empresária Cris Menez informa que “fui atendida em outros locais do país e não tive problemas nenhuns. Entendo que o Cartão é um documento que deve estar juntamente com outros e talvez fosse bom ser emitido e "anexado" à carteira de identidade. Assim não haveria esquecimentos". Secretária de Turismo de São Nicolau, Ana Paula Alvarenga também já provou a utilidade do Cartão: “Eu já tenho cartão SUS, já usei e não tenho queixas quanto aos atendimentos que recebi”. Assim também se manifesta a empresária Maura Almeida: “Eu tenho o Cartão do SUS e já usei várias vezes, sem ter do que reclamar do atendimento recebido”.
DIFERENÇA – A dona de casa Lucia Chaves, muito oportunamente, observa que “eu e meu filho temos o magnético, mas a minha filha possui o documento de papel. Por que isso? Como são diferentes se as finalidades são as mesmas? Quanto ao atendimento do SUS, varia muito de cidade para cidade ou isso depende do profissional que faz o atendimento”. A estudante Giovana Lopes tem o plano de saúde e já foi atendida pelo SUS, não tendo do que reclamar. “Mas eu questiono o porquê de as pessoas não serem atendida em outras cidades se o Cartão do SUS é nacional”. Inquirido sobre o assunto, o professor Itamar Baptista Chagas disse que “vou ter que fazer o meu. Agora entendi a proposta”.
REGIONALIZAÇÃO - João Henrique Souza, funcionário do Ministério da Justiça, tem o cartão do SUS do Distrito Federal, onde mora, e o cartão do SUS nacional, caso precise. Ele observa que “o cartão local visa controlar o fluxo de pacientes de outras localidades que, por negligência de administradores locais, são direcionados para localidades vizinhas. Isto ocorre no DF com pacientes de cidades de Goiás. Lá, o governo local abandona o SUS e os pacientes correm para serem atendidos no DF, onde o governo disponibiliza os meios. Entretanto, isso onera desproporcionalmente o DF, além de causar filas aqui e poucas em Goiás, dando a falsa e injusta impressão que lá funciona e aqui não”.
Continua Souza: “Com o Cartão do SUS nacional, em viagem, posso ser atendido em qualquer lugar do país, já que meu caríssimo plano de saúde é regionalizado. Os repasses de verba para o SUS são per capita (assim como os da educação são por aluno). Logo, alguns administradores locais recebem a verba pelo número da sua população e não investem ou investem mal, enquanto outros investem bem. Não é justo que moradores de cidades vizinhas, abandonados pelo administrador local, venham concorrer na rede de saúde de sua cidade, que é organizada, não é mesmo?”
DÚVIDAS - A advogada Maristela Moura tem o seu Cartão do SUS há pouco tempo. “Graças a Deus, nunca usei, mas tenho minhas dúvidas quando à necessidade. Apesar do plano de saúde, temos que apresentar o cartão para consultar no plantão de nosso hospital. Não aprofundei ainda o porquê disso. Deve ser para que o hospital receba pelo Plano de saúde e pelo SUS. Sei de pessoas que entraram no plantão pelo IPE, mas imperiosa foi a necessidade do Cartão do SUS, tanto que um parente de uma dessas pessoas teve de ir de imediato ao Hospital Materno-Infantil confeccionar o cartão, que é apenas impresso em uma folha de ofício e depois recortado pelo funcionário. Como disse, não aprofundei a necessidade, mas deve ser por aí, para que se receba pelos dois, no meu caso IPE e SUS”.


 

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