A que ponto chegamos!
04 de Outubro de 2018 ās 09:11

 

O popular “me caiu os butiás do bolso” está com os dias contados! Dificilmente alguém ainda terá “butiás nos bolsos” depois do inimaginável protagonismo da insensatez que tomou conta de nosso país, nestas eleições.

         Depois dos desgovernos que nos levaram a pior crise econômica da história do País, em plena apuração do maior caso de corrupção do planeta, com mais de 6 anos em crise política, o foco das campanhas eleitorais insiste em se manter alheio a tudo isso! A maioria das lideranças partidárias parece ter perdido completamente a vergonha, se é que já tiveram! Com alguma sensatez, alguns grupos ficariam de fora da disputa, e fico realmente impressionado como determinadas figuras conseguem enfrentar o público fazendo de conta que os outros é que são os culpados, ou pior ainda, de que não sabem e ignoram o que eles próprios ou quem defendem, fizeram.

         No momento em que o país mais precisa de propostas viáveis, de soluções efetivas, vemos estarrecidos candidatos se manifestando com veemência um contra o outro. E assim, ao invés de envolver a população numa mobilização pela recuperação das estruturas sociais e das bases econômicas, constroem um cenário que mais parece um clássico de futebol, com duas torcidas adversárias, que não importa o contexto, são por natureza, uma contra a outra. Quando parece que já se viu de tudo o que há de pior, agora vemos as chamadas “lideranças” absurda e irresponsavelmente manipular a população para agir como torcidas organizadas que brigam uma contra a outra, ao invés de focarem em propostas para mudar o país de uma vez por todas. Creio que chegamos no que há de pior numa eleição, agravado pelo fato de que esta é que poderia para trazer esperança, se transformou no alçapão do fundo do poço.

         A tese do voto útil contra este ou contra aquele, faz parte da manipulação dos grupos que só querem o poder para seus próprios interesses e tentando esconder que na verdade não têm propostas para o Brasil. Este voto é útil para quem? É baseado nas pesquisas, certo? Resultados de pesquisas repetidos nos diversos meios de comunicação quase todos os dias e assinados por institutos de cujos proprietários estão citados em várias delações por terem recebido grande parte do que foi arrecadado com propina nas últimas quatro a cinco eleições! Lamentavelmente, os dois lados que supostamente lideram as intenções de voto conclamam o voto útil tratando-nos como duas torcidas inflamadas pelo resultado do jogo, fazendo a massa ignorar o “campeonato”. Com isso, boa parte esquece que este “campeonato”que tentam antecipar a final, trata da vida de cada um de nós e de nossos filhos.

         A iniciativa privada com empresas, cooperativas e instituições comunitárias gera tributos que sustentam os governos e gera empregos que proporcionam dignidade, segurança e sustentam a população. O país precisa arrecadar mais para pagar as dívidas, investir em infraestrutura e realizar o desenvolvimento social. É preciso gerar estabilidade econômica, política e principalmente jurídica para destravar a economia e superar as taxas de desemprego que atingiram o pico em 2016/17, com 14 milhões de desempregados, mas que ainda está em patamares inaceitáveis. É com a economia em movimento, que vamos ter recursos para tirar de verdade, não pela propaganda, 52 milhões de brasileiros da miséria, que há décadas agonizam por ações efetivas, não de discurso vazio que não mata a fome, nem proporciona vida digna.

Os grupos que viram oportunidade em polarizar a eleição não apresentam propostas efetivas para o Brasil e os brasileiros se desenvolverem. Quais são as propostas que você lembra neste sentido? Lembra de algumas, mas feitas pelos candidatos que não tem chance, certo? É preciso lembrar também que foram os institutos de pesquisas, aqueles dos donos denunciados na Lava Jato, que disseram quem tem e quem não tem chance nesta eleição. Aliás, a Justiça estima em R$ 8 trilhões o total embolsado por políticos e partidos, mas até o momento foram firmados acordos de devolução de “apenas” R$ 13,4 bilhões. Ou seja, 7,986 trilhões ainda estão de posse dos envolvidos, presos ou não, disputando a eleição da semana que vem. Ao acompanhar o desenrolar desta campanha rápida, não parece haver dúvidas de que os recursos estão sendo muito úteis para alguns.

Desejo os melhores votos de cada um dos leitores no domingo!